Anna Bella Geiger (Divulgação) Cortesía de Caixa Cultural
Evento finalizado
14
mar 2018
13
may 2018

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Cuándo: 14 mar de 2018 - 13 may de 2018
Inauguración: 14 mar de 2018
Dónde: Caixa Cultural São Paulo / Praça da Sé, 111 - Centro / São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Organizada por: Caixa Cultural
Artistas participantes: Anna Bella Geiger
Enlaces oficiales Web 
Publicada el 11 abr de 2018      Vista 37 veces

Descripción de la Exposición

A CAIXA Cultural São Paulo exibe trabalhos de uma das principais artistas plásticas brasileiras contemporâneas, Anna Bella Geiger. Entre os dias 14 de março e 13 de maio, o público poderá conferir um trabalho singular de mapas e cartografias, criados com cera de abelha derretida e intalados em gavetas, que propõem reflexões sobre questões sociais, políticas e ideológicas. Esse é o ambiente da mostra "Anna Bella Geiger - Gavetas de Memórias", que ocupa a Galeria Neuter Michelon do espaço cultural com entrada livre e gratuita. Ao reunir 12 gavetas produzidas pela artista nos últimos 25 anos, nove gravuras que dialogam com os conceitos das gavetas, além de um vídeo de 25 minutos que registra o processo criativo de uma obra especialmente feita para a ocasião, a mostra revela ao público o modus operandi e as motivações criativas de Anna Bella Geiger. Passagens de sua extraordinária trajetória como artista, mulher, mãe de quatro filhos e cidadã do mundo, que se mantém contemporânea aos 84 anos de idade, são importantes para compreender tais motivações. Complementando essa abordagem, no dia 14 de março, às 12h30, a artista realiza uma palestra sobre seu trabalho para o público interessado, no próprio espaço expositivo.Com obras compondo coleções particulares e de acervos de importantes museus internacionais e brasileiros, a carreira artística de Anna Bella é marcada pela inquietação. Influenciada pelo seu casamento de 60 anos com Pedro Geiger, um importante geógrafo brasileiro, a artista a passou a desenvolver, a partir dos anos 70, um trabalho original com mapas, pelo qual é conhecida mundialmente.Dedicou-se a pensar obsessivamente em geografia, cartografia e mapas, mergulhando nas questões sociais, políticas, ideológicas e tudo que pode significar o mapa-múndi, suas representações e desconstruções. Inspirada nas lembranças de quando seu pai fazia objetos e fôrmas de biscoito, recortando latas de aveia, teve a ideia de como poderia apresentar suas obras. Uma gaveta de arquivo velho à venda em uma loja de antiguidades foi a solução que passa a funcionar como o suporte para seus mapas.Mas foi só após diversas tentativas e experimentos que chega à cera de abelha derretida, que não só segura os objetos na gaveta, mas permite a criação de texturas, cores, marcas, carimbos e adornos. A ideia ficou armazenada durante décadas até se concretizar na criação das obras como se apresentam hoje.“Desde 1975 fico na busca de soluções para esses mapas-múndi até que em 95 encontro uma gaveta na porta de uma loja, toda enferrujada. Posso dizer que eu andei vinte anos pelo deserto. Passei vinte anos procurando o contêiner ideal para segurar o mundo. Gaveta de que é isso? Gaveta de arquivo? Era uma gaveta que teve uma história. Então é nesta gaveta que eu vou resolver essas camadas de significados, nas quais eu não tenho que explicar nada, e onde vai entrar o mapa com a história dele”, afirma Anna Bella.A mostra também apresenta o resultado do projeto de criação de uma obra inédita da artista junto com um vídeo documental de 25 minutos que revela todas as etapas de criação da obra. O vídeo será exibido em looping durante a exposição e revelará as ideias e as formas pelas quais a artista realiza seu trabalho. Imagens registram os momentos de sua criação, como as idas às ruas para comprar objetos, a preparação dos materiais e o momento da criação da obra.Sobre a artista Em momentos relevantes da arte contemporânea de nosso país é marcante a presença de Anna Bella Geiger. Seja na superação dos postulados informais dos anos 1950, na construção figurativa com a sua "fase visceral" dos anos 1960, nos movimentos experimentais da década de 1970, no seu retorno a uma certa pintura nos anos 1980 ou em sua obra atual, Anna Bella mostrou-se sempre uma artista autêntica.Utilizando suportes como gravura, pintura, desenho, objetos, fotomontagem e videoinstalações, a artista tem obras compondo coleções particulares e de acervos de museus como MoMA (NY), Fogg Collection (Harvard), Centre Georges Pompidou (Paris), Victoria & Albert Museum (Londres), MACBA (Barcelona), Museu Reina Sofia (Madri), Museu de Arte Contemporânea (Niterói), MAM (Rio de Janeiro) e MASP (São Paulo).

Actualizado

el 11 abr de 2018 por Caixa Cultural

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