Imagem de Manuel Marques de Aguiar – Cortesía de la Fundação de Serralves
Evento finalizado
02
mar 2018
17
jun 2018

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Cuándo: 02 mar de 2018 - 17 jun de 2018
Inauguración: 08 mar de 2018 / 19:00
Dónde: Museu de Arte Contemporânea de Serralves / Rua D. João de Castro, 210 / Oporto, Porto, Portugal
Organizada por: Museu de Arte Contemporânea de Serralves
Artistas participantes: Manuel Marques de Aguiar
Etiquetas:
Publicada el 02 mar de 2018      Vista 85 veces

Descripción de la Exposición

A Fundação de Serralves apresenta, a partir do próximo dia 8 de março, a exposição “Manuel Marques de Aguiar, 1927-2015: Construir Lugares”, dedicada à obra do extraordinário arquiteto portuense que influenciou a prática de muitos outros arquitetos, incluindo Álvaro Siza. Manuel Marques de Aguiar pertence a uma geração de arquitetos para quem o desenho é uma ferramenta privilegiada do pensamento. Foi urbanista, gestor urbano e desenhador de paisagens. De origem transmontana, desenvolveu a sua formação e ação em muitos lugares, entre França, o Norte de Portugal e a Ilhas dos Açores. É através dos seus desenhos, assim como dos seus planos e projetos, que a exposição agora apresentada na Biblioteca de Serralves revela o seu desejo de transformar a cidade e a paisagem, “construindo lugares” que possibilitassem novas vivências. Na sua prática arquitetónica Marques de Aguiar procurou passar “Da Intenção ao Acontecer” (título de uma comunicação apresentada em 1991), recorrendo a diferentes instrumentos, alargando oportunidades e “semeando a longo prazo”, como gostava de dizer. O arquiteto paisagista Ilídio Araújo, seu companheiro de trabalho, afirmava mesmo que “o que nós queríamos era mudar mentalidades!”. Ao longo de seis núcleos, ou de seis “lugares”, a exposição apresenta diferentes testemunhos de personalidades da geração de Marques de Aguiar (como Luiz Cunha, Carlos Carvalho Dias e Álvaro Siza, entre outros), memórias de quem acompanhou a sua persistência na integração entre trabalho e vida. Esta visão foi marcada pela sua aprendizagem com Robert Auzelle em Paris. Auzelle foi o urbanista responsável pela transformação do Porto na transição para a década de 1960, autor do PDM de 1962 e figura-chave na construção do eixo da Rua Gonçalo Cristóvão e da Escola Francesa do Porto, obras que Marques de Aguiar deixou à cidade. A estes juntam-se os planos para as cidades de Espinho e de Angra do Heroísmo (após o terramoto de 1981), assim como os estudos realizados para o interior Norte de Portugal e para as Orlas Marítimas entre o Porto e Leça da Palmeira. Álvaro Siza testemunha sobre Marques de Aguiar nesta exposição: “Muito aprendi com ele, nesse primeiro contacto com o desenho do território. Guardo na memória esses dias de aprendizagem e de convívio marcado pelo seu inexcedível trato e paciente sabedoria”.

Actualizado

el 12 mar de 2018 por ARTEINFORMADO

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