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Cortesía de SERRALVES
18
may 2020
18
oct 2020

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Cuándo: 18 may de 2020 - 18 oct de 2020
Inauguración: 18 may de 2020
Dónde: Museu de Arte Contemporânea de Serralves / Rua D. João de Castro, 210 / Oporto, Porto, Portugal
Comisariada por: Isabel Braga, Ricardo Nicolau
Organizada por: Museu de Arte Contemporânea de Serralves
Artistas participantes: Lourdes Castro
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Publicada el 02 mar de 2020      Vista 53 veces

Descripción de la Exposición

A exposição "Lourdes Castro: A vida como ela é" deveria ter inaugurado em 20 de março, dia que marcou o início da primavera – coincidência que agradou à artista pela quantidade de obras em que usa flores. Mas, poucos dias antes, Serralves teve que fechar as suas portas. Hoje reabrimos as portas ao público, com acesso gratuito a todos os espaços e com um vasto programa de atividades, garantindo sempre todos os cuidados de segurança e de proteção. Este dia fica também marcado pela abertura da exposição "Lourdes Castro: A vida como ela é", que inaugurará virtualmente hoje pelas 18h30. Um aguardado regresso a Serralves de uma das artistas plásticas mais relevantes da arte contemporânea portuguesa. Neste momento, será lida uma carta de Lourdes Castro pelo co-curador da exposição Ricardo Nicolau, seguindo-se uma conversa sobre a obra da arista entre Ricardo Nicolau e Francisco Tropa, artista visual que, em 2000 representou, com Lourdes Castro, Portugal na Bienal de Arte de Veneza. ---------------------------------------- Esta exposição apresenta trabalhos de Lourdes Castro (Funchal, 1930) produzidos desde a década de 1960, em diversos meios – edições, desenho, bordados, plexiglass –, em nome próprio e com outros artistas, que sublinham a importância na sua prática artística das colaborações e da relação entre arte e quotidiano. Artista ligada originalmente ao movimento francês nouveau réalisme – que enfatizava a relação da arte com a realidade, nomeadamente com as paisagens visuais das cidades, crescentemente saturadas de signos, e com a acumulação de objectos cuja obsolescência é depois da II Grande Guerra cada vez mais rápida –, Lourdes Castro construirá ao longo do seu percurso uma obra irredutivelmente singular, ligada às silhuetas e às sombras. Na exposição poder-se-ão ver, além da revista KWY (1958–1963) e da obra que realizou com Francisco Tropa para a Bienal de São Paulo de 1998 – exemplos da referida importância do trabalho colaborativo –, trabalhos contextualizados pelo nouveau réalisme – colagens e assemblagens de objectos do quotidiano pintados com tinta de alumínio; cartazes que anunciam exposições e teatros de sombras (estreita colaboração com Manuel Zimbro) dominados por aquele que seria, a partir de meados da década de 1960 o seu tema de eleição – a Sombra; obras em plexiglass, bordados em lençóis de sombras deitadas e a série de desenhos Sombras à volta de um centro, realizada em dois períodos, em Paris (1980) e na Madeira 1984/87, e apresentada na exposição da artista em 2003 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Estes desenhos, na sua simplicidade e na sua evidência – neles vemos as sombras de várias flores e plantas (Camélia, Gerânios, Lilases, Malmequeres, Miosótis, Narcisos, Primaveras, Rosas, Salsa, Túlipas, folhas de palmeira, entre outras) de uma forma tão natural que exclui quaisquer esforços, habilidades –, revelam a vontade, por parte da artista de ver "sempre pela primeira vez e em primeira mão”. Estes desenhos constituem – além de uma espécie de diário íntimo de Lourdes Castro com as plantas e as flores –, um tratado sobre a atenção, sobre estar inteiramente presente no "aqui e agora”. São por isso mesmo testemunhos de uma "eternidade efémera”, e da relação da arte com A vida como ela é.

Actualizado

el 28 may de 2020