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AOS MEUS AMORES_2.0
11
ene 2020
29
feb 2020

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Cuándo: 11 ene de 2020 - 29 feb de 2020
Inauguración: 11 ene de 2020
Dónde: Cisterna Galeria / Rua António Maria Cardoso 27 / Lisboa, Portugal
Comisariada por: Luís Gouveia Monteiro
Organizada por: Cisterna Galeria
Artistas participantes: Álvaro Rosendo
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Publicada el 14 ene de 2020      Vista 32 veces

Descripción de la Exposición

A ampulheta foi a primeira tentativa bem-sucedida de usar o grão para medir o tempo, transformando-o em espaço (ocupado por areia). Esta pequena, mas decisiva vitória sobre o desconhecido tornou-se muito popular, por exemplo em navios e em igrejas, onde o favor dos deuses só melhora com a ajuda de instrumentos de precisão. O relógio de areia é usado com frequência como símbolo da efemeridade da vida e a morte ceifeira apresenta-se muitas vezes com uma ampulheta na mão. Nos registos fotográficos de Álvaro Rosendo o grão também é a unidade funcional do tempo. Neste projecto artístico, que sempre procurou testar as fronteiras entre o eterno e o transitório, a fotografia – única, em sequência ou integrando o movimento sob a forma de arrastamento ou desfoque – surge como alavanca cravada nas brechas da inflexibilidade física. Porque congela e aprisiona e abate um pedaço de tempo, mas, em simultâneo, liberta-o, dá-lhe vida e preserva-o na cruel permanência das obras que sobrevivem a protagonistas e autores. A peça central da exposição – mais de seiscentas imagens fotográficas que vão de 1979 a 2019 – mostra a vocação deste olhar para viver fora do tempo. Começando na mudança do desenho para a fotografia e atravessando a migração do analógico para o digital, revela toda a linha de tempo da construção deste olhar fotográfico. Desoculta a forma como a vida e o conjunto de ideias que a sustenta convergem numa maneira de olhar para as coisas. Com momentos de deslumbramento e multidão. Com tempos de solidão e melancolia. Com constantes recomeços e fins. Num segundo momento, a peça central dá também a ver uma essência que atravessa sem esforço os vários suportes. O domínio do grão, traço autoral do fotógrafo, manifesta-se nas exemplares impressões (digitais) de 2020 e no exaustivo trabalho de digitalização e tratamento que foi feito para esta exposição, tal como se manifestava nas meticulosas ampliações (analógicas) dos anos 80 e 90, que fizeram escola na fotografia portuguesa contemporânea. Como unidade funcional do tempo, mas também do sentido e da percepção, o grão constrói imagens que resistem à datação cronológica. Décadas depois da captação, estas fotografias seriam impossíveis de datar senão pela idade dos rostos. Talvez por isso hoje nos surjam ainda mais jovens, como se tivessem, entretanto, adquirido um pouco mais de eternidade. Mas não são apenas retratos de quando éramos bonitos, mais um relatório de um paraíso perdido, são a demonstração de que o amor - manifestado pela troca de olhares entre a câmara e aqueles que ela amou - é a única forma de esquecer o relógio. O grão e por vezes o arrastamento que construíram esta imagem de marca nos anos oitenta e noventa resultavam de um conjunto de opções artísticas muito claras. Por exemplo, o recurso a rolos puxados a 1 600 ASA e a obturações longas para compensar a não utilização de flash. Ou a apresentação das fotografias sem reenquadramento, sempre com a marca das margens do negativo. Em 2020, Aos Meus Amores_2.0 mostra que, seja na sua forma analógica ou digital, este olhar preserva o essencial: um raro domínio sobre as ferramentas de produção. Primeiro sob a luz vermelha do laboratório analógico, agora na penumbra azulada do Photoshop. Prova disso são as primorosas provas de contacto dos anos 80, onde tantas vezes é quase impossível escolher a melhor foto. Prova disso é também o rigor das impressões preparadas ao longo de meses para esta exposição. O grão não estava no suporte, estava no olhar. Ao longo de 40 anos, essa mestria de duplo-samurai-de-ambas-as-luzes-azul-e-vermelha cruzou-se com momentos decisivos da vida cultural portuguesa. Nesta primeira entrega depois do trabalho exaustivo de selecção, digitalização e tratamento do arquivo de negativos (1979-1999) dá-se especial atenção aos primeiros 15 anos. Não apenas por serem as imagens mais antigas e por isso mais fora do tempo presente, mas também porque se trata de uma obra aberta, em constante recomeço e recentemente re-operacionalizada pela digitalização em massa. Já a salvo da deterioração dos negativos, o final dos anos 90 pode esperar um pouco mais. Talvez daqui a uns anos, quando se esquecer o acessório, façam ainda mais sentido. Apesar da exaustividade e extensão desta mostra retrospectiva, as imagens aqui apresentadas são apenas uma pequena parte dos largos milhares de negativos que foram positivados e digitalizados, resgatando definitivamente o monumental e excepcionalmente organizado arquivo analógico do artista. Como preâmbulo à peça principal, situada na última sala da galeria, esta viagem no (espírito do) tempo apresenta, nas duas primeiras salas, uma selecção de grandes formatos e sequências. Apesar do enfoque na primeira década e meia de arquivo, esta mostra não se esgota no longo namoro do fotógrafo com o zeitgeist lisboeta dos anos 80 e 90. É um catálogo único de fotografias de tempos de liberdade e criatividade que vão das gravações de Maria João Pires para a Deutsche Grammophon, à rodagem de “A Mulher do Próximo” de José Fonseca e Costa, passando pela gravação de “Circo de Feras” dos Xutos & Pontapés. Pelas redacções do “Se7e”, do “Blitz”, do “Independente” e do “Já”. Pela fundação da Galeria Monumental e da escola de fotografia Maumaus. Mas este álbum não se esgota nessas décadas de tumulto criativo, reinventa-se e prolonga-se na contemplação das paisagens que substituem os rostos na viragem do milénio; na infografia que configura uma espécie de regresso ao desenho em 1996, no Semanário “Já” – e agora na revista “Visão”, onde Álvaro Rosendo trabalha desde 2004; e finalmente na fotografia mais íntima que documenta o crescimento da família desde o ano 2000.

Actualizado

el 14 ene de 2020

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