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Pedro Lagoa, arquivo de destrição, 2007-2020 — Cortesía de Culturgest
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18
jun 2020
30
sep 2020

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Cuándo: 18 jun de 2020 - 30 sep de 2020
Inauguración: 18 jun de 2020
Dónde: Exposición Online
Comisariada por: Bruno Marchand
Organizada por: Fundação Caixa Geral de Depósitos - Culturgest
Artistas participantes: Pedro Lagoa
Enlaces oficiales Web 
Publicada el 10 sep de 2020      Vista 19 veces

Descripción de la Exposición

arquivo de destruição: Departamento de IEC é o lado virtual, em formato website, do arquivo de destruição — obra que Pedro Lagoa tem vindo a desenvolver, desde 2007. O arquivo é um repositório de textos, imagens, filmes ou sons, de natureza documental e ficcional, que sinalizam gestos de destruição na forma física, ideológica ou simbólica. Funcionando como um anti-monumento, esta obra não celebra nem glorifica a destruição: ela dá corpo ao singelo paradoxo que é guardar, para memória futura, uma coleção de atos que procuraram instituir apagamentos, ruínas ou aniquilações, em alguma instância e de algum modo. Durante as próximas semanas, o arquivo continuará a incorporar novas entradas, sendo atualizado todas as quintas-feiras. Um convite a visitas regulares por parte do público, que pode viajar livremente pelo crescente mapa de conteúdos. A primeira apresentação pública do arquivo da destruição teve lugar em 2007, em Londres. Desde então, foi sendo desenvolvido e conta atualmente com vários departamentos e secções, um serviço educativo e um selo editorial. Entre materializações esporádicas e manifestações efémeras, foi visto em locais como: Gasworks, Londres (2014); Museu de Serralves, Porto (2014); Galeria Boavista, Lisboa (2012); Nam June Paik Art Centre, Gyeonggi-do (2010); Städel Museum, Frankfurt (2008); Formcontent, Londres (2007). "O tópico da destruição presta-se a questões éticas particularmente sensíveis. O arquivo lida com esta inevitabilidade da única forma possível: trabalhando o volume crescente de existências que o integram de modo a que entre elas se construa um campo isento do mais ínfimo sinal de moralismo. Isso implica, por um lado, protegê-las de tudo o que lhes possa apor um juízo ou atribuir-lhes um valor e, por outro, consagrar-lhes condições de apresentação que possibilitem que no intervalo entre elas se abra espaço para a subjetividade do espectador – o mesmo espaço de liberdade e extrapolação onde se funda o verdadeiro sentido desta obra. Comissariado pela Culturgest, este projeto faz parte de um conjunto de iniciativas que procuram responder ao contexto imposto pela Covid-19. A pandemia trouxe-nos uma imagem de destruição bastante distinta daquela a que nos habituámos. Esta não é uma destruição espetacular nem parece acontecer em tempo real, mas antes invisível e sorrateira: instala-se sem dar sinal e os seus danos são diferidos. Ao mesmo tempo, as medidas de controle desta pandemia parecem ameaçar, elas mesmas, destruir disposições e valores que dávamos por garantidos. O mundo sairá da pandemia necessariamente diferente de quando entrou. Lidar com essa diferença e construir sobre os seus escombros será uma tarefa tão mais lúcida quanto mais clara se nos afigurarem a mecânica e a ambivalência da destruição." Bruno Marchand

Actualizado

el 10 sep de 2020