Cortesía Museu Arpad Szenes
04
jul 2019
27
oct 2019

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Cuándo: 04 jul de 2019 - 27 oct de 2019
Inauguración: 04 jul de 2019 / 18:30
Dónde: Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva / Praça das Amoreiras, 56 - 58 / Lisboa, Portugal
Organizada por: Fundación Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva
Artistas participantes: Henri Matisse, Lourdes Castro, María Helena Vieira da Silva
Publicada el 28 jun de 2019      Vista 81 veces

Descripción de la Exposición

A exposição Brincar diante de Deus. Arte e liturgia: Matisse, Vieira da Silva e Lourdes Castro, traz ao museu criações de Henri Matisse, Vieira da Silva e Lourdes Castro realizadas para servirem um propósito religioso. Na origem desta exposição estão os, nunca expostos, paramentos de Lourdes Castro, feitos para a Capela Árvore da Vida, do Seminário de Braga (2012-2015), aos quais juntamos as vestes litúrgicas realizadas por Matisse para a Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Vence (1949-1951) e as imagens dos vitrais que Vieira da Silva projetou para a Igreja de Saint-Jacques de Reims (em 1966) e os seus painéis para a sacristia da capela do Palácio do Marquês de Abrantes, em Lisboa, (de 1982-1986). De maneiras muito distintas, com linguagens diferenciadas, há nos três artistas uma reflexão sobre a luz, a cor e a matéria, como parte da vida e da sua celebração: da explosão festiva e do fulgor da cor litúrgica da alegria em Matisse, à simplicidade do gesto, a pobreza do branco e a verdade da matéria, em Lourdes Castro. A exposição levantará, também, outras questões: que estatuto têm estas peças? São arte, se têm uma utilidade e funcionalidade Pode vestir-se uma obra? E como fica o lugar-comum apressado que afirmou repetidamente a separação entre arte e religião no século XX? E não será a liturgia uma forma de performance (ou a origem dela)? Será a arte uma liturgia, ou a liturgia uma forma de arte? De forma radical, Romano Guardini afirmou: «Viver liturgicamente, é (...) tornar-se uma obra de arte viva diante de Deus. É cumprir a palavra do Mestre e “fazer-se criança”». E acrescentou: «Não é trabalho, é jogo. Brincar diante de Deus. Não criar, mas ser cada qual uma obra de arte, eis a essência íntima da liturgia». A liturgia remete para a sensibilidade do ver, do ouvir, do tocar, do cheirar. Para o espaço que envolve o crente e para o corpo em ação. Realidades materiais que são mediação e performatividade do mistério: “sinais sensíveis da graça invisível”. Uma coreografia, um jogo ritual, uma festa - uma linguagem, a um tempo, física e espiritual, aberta às culturas na sua diversidade. A liturgia é forma de incarnação da relação com o divino, em cada tempo e lugar.

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