Dilúvio II  Óleo sobre tela, 200 x 250 cm, 2018. Cortesía de SIM
Evento finalizado
05
may 2018
23
jun 2018

Compártelo en redes

Cuándo: 05 may de 2018 - 23 jun de 2018
Inauguración: 05 may de 2018
Dónde: SIM Galeria / Al. Presidente Taunay, 130 / Curitiba, Parana, Brasil
Organizada por: SIM Galeria
Artistas participantes: Bruno Dunley
Enlaces oficiales Web 
Etiquetas:
Publicada el 26 abr de 2018      Vista 52 veces

Descripción de la Exposición

Abjeto: arremessado para baixo, algo soterrado. Objeto: lançado para frente, o que se apresenta diante de si. Abjeto objeto, em sua etimologia, fruto de um duplo arremesso: aquele que concretiza uma coisa em um dado contexto e aquele que aponta para o que estava isolado por perturbar a aparente ordem de um certo sistema. São estas duas atitudes que a produção recente de Bruno Dunley tenta colidir e deixar em atrito. O caráter objetual da pintura, consolidado ao longo dos séculos, é o que garante a esse meio sua identidade como fenômeno sensível móvel e autocontido, cujos significados estruturam-se pelas propriedades internas do quadro: sua escala, sua relação com suas bordas, seus signos, sua matéria cromático-luminosa e seus índices de fatura e procedimento pictórico. O funcionamento dessa epistemologia sempre interessou Bruno Dunley, preocupado não apenas em compreendê-los, como em recombiná-los em pinturas que evidenciam suas similitudes e diferenças com outros regimes sistêmicos de apresentação visual de ideias, como gráficos, diagramas, manuais de instrução e alfabetos. Nesse sentido, muito da pintura de Dunley assemelha-se a estudos combinatórios de modos de lançar um signo diante de outrem. As pinturas que recebem o visitante desta exposição, Sol (2017) e No lugar em que já estamos (2014), são exemplos claros dessa atitude. Já a abordagem do abjeto passa por uma operação mais esquiva. As ideias e formas que são lançadas para o campo da abjeção vão parar ali porque sua presença perturba a autoimagem dos sujeitos e da sociedade em que vivem. Apesar do dicionário associar o abjeto ao que é vil ou perverso, ele é na verdade apenas o que perturba e precisa ser retirado da linha do olhar. Nada que fica escondido, porém, deixa de existir – e sempre houve alguma forma de dar lugar para isso, desde os rituais ancestrais, até a psicanálise, passando pela escrita escatológica. A produção atual de Bruno Dunley, artista particularmente sensível ao que há de abjeto e obsceno nos tempos atuais, demonstra interesse por continuar essa linhagem, atualizada pela difícil tarefa de produzir algum abalo sensível numa era supersaturada de todo tipo de imagens.

Actualizado

el 11 may de 2018 por ARTEINFORMADO

Contactar

¿Quieres contactar con el gestor de la ficha?

Descubre más obras en ARTEINFORMADO

{{ artwork.title | limitTo:16 }}, {{ artwork.year }}
{{ artwork.artistName | limitTo:28 }}

Noticias relacionadas

Compártelo en redes
Exposición en promoción
20 jul - 23 sep
OUKA LEELE - Hay que jugar al vacío
La Ley de Snell / Madrid, España

Exposición en promoción

ArtCity

Descárgate ArtCity, la app que te dice que exposiciones tienes cerca.

Más información

¡Suscríbase y reciba regularmente nuestro Boletín de Noticias del Mercado del Arte!

Suscribirme
volver arriba