Eustáquio Neves Sem título - da série Memória Black Maria 1995 --- Doação Pirelli, 1996 Acervo MASP Inv. MASP.01976 Foto de MASP
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dic 2018

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Publicada el 30 nov de 2017      Vista 145 veces

Descripción de la Exposición

El Museo de Arte de São Paulo y el Instituto Tomie Ohtake organizan en conjunto la exposición Historias afro-atlánticas, que reúne una amplia selección de obras de arte y documentos relacionados con los "flujos y reflujos" (usando la famosa expresión de Pierre Verger entre África, las Américas, el Caribe y también Europa. La muestra incluye una variedad de temas que organizan sus diversos núcleos, algunos de los cuales estaban presentes en Historias mestizas, exposición con curaduría de Adriano Pedrosa y Lilia Schwarcz presentada en el Instituto Tomie Ohtake, en 2014: retratos, vida cotidiana, viajes y tráfico, castigos y revueltas, fiestas y religiones, libertades y aboliciones, activismos, abstracciones y modernismo africano. Dos seminarios se realizaron en el MASP sobre el tema, el primero en 28 y 29 de octubre de 2016, el segundo el 21 y 22 de octubre de 2017, reuniendo especialistas en varios dominios y temas, como historia del arte, sociología, historia y antropología . Un tercer seminario tendrá lugar en el Instituto Tomie Ohtake durante la exposición. ------------------------------------------------------------------------------------------ Ao longo de todo o ano de 2018, o MASP dedica seu programa de exposições e atividades às histórias e narrativas afro-atlânticas. Essas histórias não se referem apenas ao período da escravidão, em que populações africanas foram retiradas à força de seu continente para serem escravizadas nas colônias europeias nas Américas e no Caribe, mas fala, sobretudo, dos “fluxos e refluxos”, usando a famosa expressão de Pierre Verger, entre esses povos atlânticos, desde o século 16 até a contemporaneidade. O ciclo teve início em março, e já apresentou Imagens do Aleijadinho, Maria Auxiliadora da Silva: vida cotidiana, pintura e resistência e Emanoel Araujo, a ancestralidade dos símbolos: África-Brasil. No segundo semestre, exibe individuais de Lucia Laguna, Melvin Edwards, Pedro Figari, Rubem Valentim e Sonia Gomes. A exposição coletiva Histórias afro-atlânticas reúne, em iniciativa inédita, duas das principais instituições culturais de São Paulo: o MASP e o Instituto Tomie Ohtake. Trata-se de um desdobramento da exposição Histórias mestiças, realizada em 2014, no Instituto Tomie Ohtake, por Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz, que também assinam a curadoria desta nova mostra, junto com Ayrson Heráclito e Hélio Menezes, curadores convidados, e Tomás Toledo, curador assistente. Histórias afro-atlânticas apresenta cerca de 400 obras de mais de 200 artistas, tanto do acervo do MASP, quanto de coleções brasileiras e internacionais, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, filmes, vídeos, instalações e fotografias, além de documentos e publicações, de arte africana, europeia, latino e norte-americana, caribenha, entre outras. Os empréstimos foram cedidos por algumas das principais coleções particulares, museus e instituições culturais do mundo. Entre elas, destacam-se: Metropolitan Museum, Nova York, J. Paul Getty Museum, Los Angeles, National Gallery of Art, Washington, Menil Collection, Houston, Galleria degli Uffizi, Florença, Musée du quai Branly, Paris, National Portrait Gallery, Londres, Victoria and Albert Museum, Londres, National Gallery of Denmark (SMK), Copenhague, Museo Nacional de Bellas Artes de La Habana e National Gallery of Jamaica. A exposição articula-se em torno de núcleos temáticos, alguns dos quais presentes em Histórias mestiças. No MASP estão presentes os núcleos Mapas e margens; Vida cotidiana; Festas e religiões; Retratos; Modernismos afro-atlânticos; Rotas e transes: África, Jamaica, Bahia; e no Instituto Tomie Ohtake estão Emancipações; Ativismos e resistências. Em cada núcleo, friccionam-se diferentes movimentos artísticos, geografias, temporalidades e materialidades, sem compromisso cronológico, enciclopédico ou mesmo retrospectivo. Histórias afro-atlânticas busca, assim, oferecer um panorama das múltiplas histórias possíveis acerca das trocas bilaterais – culturais, simbólicas, artísticas, etc. – representadas em imagens vindas da África, da Europa, das Américas e do Caribe. É importante ressaltar que o Brasil é um território chave nessas histórias, pois recebeu cerca de 40% dos africanos que, ao longo de mais de 300 anos, foram tirados de seus países para serem escravizados desse lado do Atlântico (número correspondente ao dobro dos portugueses que se estabeleceram no país para colonizá-lo). De maneira bastante perversa, o Brasil foi também o último país a abolir oficialmente a escravidão, em 1888, por meio da Lei Áurea, que completa 130 anos em maio deste ano. Histórias afro-atlânticas está organizada de forma independente e não-linear entre as duas instituições, não havendo uma ordem correta ou obrigatória a seguir. No Instituto Tomie Ohtake, há duas salas dedicadas à mostra; no MASP, todos os espaços expositivos temporário estão ocupados. NÚCLEOS MASP 1º andar MAPAS E MARGENS -- os fluxos afro-atlânticos são apresentados neste núcleo que abre a exposição no MASP e inclui trabalhos que lidam com as estratégias da cartografia e representações do trânsito entre as margens da África, Américas e Caribe. VIDA COTIDIANA – este núcleo agrupa representações da vida cotidiana, em diferentes contextos históricos, dos períodos anterior e posterior à escravidão, nos Estados Unidos, Caribe, Brasil e África, com trabalhos de artistas de distintas nacionalidades. Está dividido em seções, que abordam temas como mercados, a vida no campo e cenas urbanas. FESTAS E RELIGIÕES – esta núcleo conta com representações diversas de festividades e manifestações musicais, como o carnaval, o merengue e o samba, bem como trabalhos que revelam a presença e a influência das religiões de matriz africana, sobretudo da cultural Ioruba, no Brasil, Caribe e Estados Unidos. RETRATOS -- em oposição às tradicionais pinacotecas de retratos de museus que exibem, em sua grande maioria, apenas a elite e as populações brancas, este núcleo apresenta um vasto conjunto de representações de negros e negras, elaboradas por artistas de diferentes nacionalidades e períodos históricos. 1º subsolo MODERNISMOS AFRO-ATLÂNTICOS -- este núcleo apresenta artistas modernistas africanos, brasileiros, cubanos e norte-americanos que trabalham, sobretudo, com a abstração, tanto geométrica, quanto informal. 2º subsolo ROTAS E TRANSES: ÁFRICA, JAMAICA, BAHIA – este núcleo reúne representações de transe, religiões, rastafarismos, hipismo e psicodelismo, que informaram um conjunto de obras produzidas a partir de 1960, em trânsito entre Benim, Cuba, Jamaica e diferentes cidades do Brasil. NÚCLEOS INSTITUTO TOMIE OHTAKE EMANCIPAÇÕES -- este núcleo pretende mostrar como, por parte dos cativos e cativas, a escravização foi sempre entendida como um momento transitório, antecedente à libertação. A representação da escravidão, assim, está diretamente associada a revoltas, insurreições e formação de quilombos, ou seja, ao seu par binário e inseparável: a luta pela liberdade. ATIVISMOS E RESISTÊNCIAS -- ser mestre de si, desobedecer a oficialidade, é o mote que inspira este núcleo, tomando como exemplo as instabilidades e revoltas oriundas do Haiti, primeiro país a abolir a escravidão. Pretende, assim, pôr em diálogo diferentes temporalidades e geografias de ativismos afro-atlânticos, dando especial atenção às práticas de resistência à escravidão, às lutas por direitos civis e de combate ao racismo, aos rituais religiosos e às contra-narrativas de empoderamento e formação de espaços de sociabilidade negra. Como parte do processo de pesquisa e preparação da mostra, o MASP promoveu dois seminários internacionais, em 28 e 29 de outubro de 2016 e 21e 22 de outubro de 2017, reunindo especialistas em vários domínios e temas, como história da arte, sociologia, história e antropologia. Uma seleção dessas palestras e artigos, bem como outros materiais selecionados para esse fim, será publicada como uma antologia de textos. Além disso, um catálogo completo e ilustrado acompanhará a exposição, com textos dos curadores. O escritório de arquitetura METRO Arquitetos Associados assina a expografia da mostra no MASP.

Actualizado

el 10 jul de 2018 por ARTEINFORMADO

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