Homem Objeto
Evento finalizado
17
mar 2018
15
abr 2018

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Cuándo: 17 mar de 2018 - 15 abr de 2018
Inauguración: 17 mar de 2018 / 20:00
Horario: De Segunda a Domingo 20:00 – 23:00
Precio: Entrada gratuita
Dónde: XXX arte contemporânea / Rua Sucupira, 23 - Condomínio Verde - Jardim Botânico / Brasília, Distrito Federal, Brasil
Comisariada por: Felipe Areda
Organizada por: XXX arte contemporânea
Artistas participantes: Fernando Carpaneda
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Teléfonos: 61 992306980
Etiquetas:
Publicada el 16 mar de 2018      Vista 83 veces

Descripción de la Exposición

Exposição individual de esculturas e desenhos de Fernando Carpaneda com curadoria de Felipe Areda. Classificação etária: 18 anos. Homem Objeto Com qual objeto o ser humano se relaciona? Uma das maiores contribuições da psicanálise, uma das grandes teorias da suspeita, foi nos mostrar que essa pergunta só poderia ser respondida parcialmente. Afinal, o ser humano não é da ordem da satisfação e não encontra plenitude em nenhum objeto de desejo. Pelo o que nos atraímos? Nossa resposta nunca repousa em um objeto total. Num caleidoscópio de fragmentos sentimos tesão por músculos, pelos, tamanhos, sorrisos, cicatrizes, força, palavras, cuecas, botas, olhares, cenários, toques, tatuagens, status, profissões, cheiros, poderes e promessas. Em cada parte na qual nos lançamos em ávida devoração, nossa fome jamais é saciada. Nosso desejo nunca é satisfeito, só aguçado. Fernando Carpaneda é um artista do desejo, interessado tanto em sua investigação quanto instigação. Em sua série “Homem como Objeto” expõe o desejo e a sua crueza. Não se trata da crítica política da objetificação, da reclamação do se tornar somente um “pedaço de carne”. Pelo contrário, Fernando evidencia aquele lugar existencial que faz de toda cama açougue, de todo olhar cutelo, de todo toque talho, de toda entrega sangria, de todo sexo carnificina. Sua escultura é uma radical arte corporal: os pelos do artista compõem as obras. Fernando objetifica-se e faz dos fragmentos de si elementos da narrativa desejante do outro – como afinal fazemos todos e todas nas nossas camas. Em uma investigação da insatisfação do desejo, expomos também uma série inédita de estudos para pintura de Fernando. Os palimpsestos do artista permitem nos aproximarmos do seu esquadrinhamento dos corpos como exercício inacabado, como apreensão sempre parcial do outo, como desejo nunca satisfeito. Em tempos em que o desejo é tratado como ameaça, é fundamental enfrentar a perseguição e a censura afirmando galerias e museus como territórios de investigação do humano e de sua miríade de possibilidades eróticas. Nesses dias de censura e autocensura, a Galeria XXX recebe Fernando Carpaneda e afirma-se como fértil terreno de promoção da arte erótica como potente inquirição do humano, dos seus aprisionamentos e da sua libertação. Felipe Areda Instituto Cultura Arte Memória LGBT

Actualizado

el 23 mar de 2018

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