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Joan Miró, Toile brûlée III, 4-31 dez 1973. Tinta acrílica sobre tela queimada, 195 x 130 cm. Col. Estado Português, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto — Cortesía del Museu Serralves
12
dic 2018
03
mar 2019

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Cuándo: 12 dic de 2018 - 03 mar de 2019
Inauguración: 12 dic de 2018
Dónde: Casa de Serralves / Parque de Serralves / Oporto, Porto, Portugal
Comisariada por: Robert Lubar Messeri
Organizada por: Museu de Arte Contemporânea de Serralves
Artistas participantes: Joan Miró
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Publicada el 05 dic de 2018      Vista 19 veces

Descripción de la Exposición

A exposição “JOAN MIRÓ E A MORTE DA PINTURA” centra-se na produção artística do mestre catalão em 1973. Com oitenta anos de idade, Joan Miró preparou uma importante retrospetiva no Grand Palais, em Paris, para a qual concebeu uma série de telas perfuradas (março de 1973), de relevos tecidos (“Sobreteixims” e “Sobreteixims-Sacks”, 1972 e 1973) executados em colaboração com Josep Royo, e cinco “Toiles brûlées”, telas queimadas produzidas entre 4 e 31 de dezembro de 1973, obras através das quais Miró deu largas à sua raiva estética. Miró colocou a pintura à prova, numa tentativa de renovar os seus recursos e procedimentos, precisamente no momento em que a crítica, perante práticas que desafiavam as narrativas do alto modernismo — arte processual, performance, land art e instalação - anunciava a “morte da pintura” como um facto consumado. A exposição, que conta com o mecenato da Sonae, reúne obras pertencentes à Coleção do Estado Português, por acordo com o Município do Porto em depósito na Fundação de Serralves, e pinturas e objetos provenientes de coleções públicas e privadas de Espanha e de França. De Espanha foram selecionadas obras pertencentes às coleções da Fundació Joan Miró (Barcelona), da Fundación Mapfre e da Fundació Pilar i Joan Miró a Mallorca (Palma de Maiorca) e de França, da Collection Adrien Maeght (Saint-Paul-de-Vence). Grande parte destas obras são expostas pela primeira vez em Portugal o que permite aos visitantes uma contínua descoberta da obra de Joan Miró. Uma secção documental oferece ao visitante a possibilidade de observar os métodos de trabalho de Miró na execução dos “Sobreteixims” e inclui um filme do conhecido fotógrafo catalão Francesc Català Roca, que regista o processo de criação e destruição das “Toiles brûlées”. O curador de “JOAN MIRÓ E A MORTE DA PINTURA” é Robert Lubar Messeri, prestigiado especialista da obra do artista plástico que já assumira a curadoria da primeira exposição da coleção de Miró em Serralves, em 2016 – “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose”. No catálogo que acompanhará a exposição, o curador examina o conceito de “assassinato estético” e o envolvimento do artista catalão na corrente que, entre 1927 e 1928, foi denominada como “anti-pintura”, para evidenciar o modo como a tensão entre pintura e anti-pintura que perpassou a sua obra subsequente atingiu um crescendo em 1973. A publicação incluirá ainda, pela primeira vez em versão inglesa e portuguesa, uma entrevista entre Joan Punyet Miró, neto do artista, e Josep Royo, com quem Miró iniciou em 1969 uma longa e altamente produtiva relação de trabalho. O artista catalão regressa assim à Casa de Serralves, dois anos após de se ter apresentado a primeira exposição da coleção Miró, propriedade do Estado, “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose”, visitada por cerca de 240.000 pessoas. Sobre o Curador: Robert Lubar Messeri é professor de arte moderna no Institute of Fine Arts of New York University. Nos últimos cinco anos, exerceu o cargo de diretor da New York University in Madrid. Estudioso de Miró reconhecido internacionalmente, é o diretor do Director of the International Miró Research Group e da Càtedra Joan Miró, patrocinada pela Universitat Oberta de Catalunya e pela Fundació Joan Miró em Barcelona, onde é também administrador. Especialista em arte francesa, catalã e espanhola do século XX, publicou extensamente artigos sobre mestres como Joan Miró, Pablo Picasso e Salvador Dalí. Sobre o Mecenas: A Sonae é uma multinacional que gere um portefólio diversificado de negócios nas áreas de retalho, serviços financeiros, tecnologia, centros comerciais e telecomunicações. A inovação é um valor central da cultura Sonae e o apoio à arte é uma forma de o disseminar junto das comunidades em que está presente, cumprindo assim o propósito de levar os benefícios do progresso e da inovação a um número crescente de pessoas. A parceria com Serralves é um exemplo deste compromisso. A Sonae integra o conselho de fundadores desde a sua criação, em 1989, tendo apoiado diversos projetos e contribuído para apresentar em Portugal artistas nacionais e internacionais de grande valor e reconhecimento público.

Actualizado

el 12 dic de 2018 por ARTEINFORMADO

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