Exposición en São Paulo, Sao Paulo, Brasil

M.A.P.A. - Modos de Ação para Propagar a Arte | No Calor da Hora

Dónde:
Varios espacios públicos en 27 ciudades brasileñas / - / São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Cuándo:
31 ago de 2020 - 25 oct de 2020
Inauguración:
31 ago de 2020
Organizada por:
Enlaces oficiales:
Web 
Promociones arteinformado
Descripción de la Exposición
Tomando a arte em seu potencial de colidir com a realidade e de ampliar o campo de pensamento, reunimos 27 artistas, cujas poéticas derivam de múltiplos percursos, a ocupar 27 espaços de outdoor em todas as capitais* do Brasil. Os trabalhos problematizam as questões do presente, em uma reflexão acerca da realidade social e política à luz da pandemia. O que é pensar e agir “no calor da hora”? Quais as condições para se enxergar além da névoa que encobre as verdades contingentes? O que significa tomar partido em meio as turbulências que nos assolam no presente e das quais não podemos desviar? Ou ainda, projetando essas questões para o campo da reflexão estética, qual é a posição de uma obra de arte não apenas “perante as relações de produção da época, mas qual é a sua posição dentro dela?” * Questão colocada por Walter Benjamin em O autor como produtor, ... em 1934, numa conferência para o Instituto para o Estudo do Fascismo (Paris) como uma reflexão sobre a tomada de posição dos intelectuais franceses frente à imaginação política e especificamente relacionada à ascensão do nazismo. No centro de uma pandemia que acirra as piores mazelas de nossa condição social e de nossa possibilidade de conviver coletivamente em princípios de igualdade, invocamos Walter Benjamin. Pretendemos com isso provocar reflexão acerca do fluxo dos acontecimentos devastadores dos últimos meses e o papel da arte em meio a esse caos social e político. Apostar na arte como potência capaz de traduzir o dilema atual pretende afirmar a imagem como um traçado visual no tempo e no espaço. Interação que se dá no presente e avança em camadas sucessivas de transmissão, toca a realidade, ou como dizia Rilke, “arde” em contato com o real. Como mecanismo de ação premente, No Calor da Hora reúne artistas que atuam nas mais diversas plataformas, adotando em suas práticas os mais variados suportes, a ocupar individualmente espaços de outdoor em 27 cidades, em todas as capitais do Brasil. Uma mostra que desafia os limites do que se pode chamar de exposição, e aspira, na vastidão de suas proporções, atingir uma dimensão poética para constituir um imaginário de representações e indagações frente às questões abrasadoras do presente. No domínio das relações entre o conceito que propomos e seus antecedentes históricos da arte brasileira, é impossível pensar essa mostra sem evocar a lembrança das produções que se colocaram em embate direto com o público, muitas vezes na ausência de instituições capazes de enquadrá-las em suas coleções. Por isso, a mostra se apresenta na esteira dessas variadas práticas, impossíveis de nomear individualmente, mas que incluem as intervenções urbanas do grupo 3Nós3 nos anos 70 e 80, a exposição Artdoor de Paulo Bruscky e os acontecimentos poéticos urbanos de Hélio Oiticica que o levaram a proclamar que “o museu é o mundo”. Partindo das urgências do presente, No Calor da Hora aporta novas dinâmicas para o uso do outdoor. Nas diversas paisagens urbanas que oscilam entre o vazio e uma multidão que se aglomera de modo insensato, para promover o debate e adicionar novas reflexões ao espaço heterogêneo e tensionado da rua. Considerando as restrições de circulação em equipamentos culturais e a impossibilidade de se manifestar coletivamente em decorrência da pandemia, o outdoor, em sua natureza analógica, se apresenta como uma estrutura instigante, capaz de frustrar o excesso de virtualidade que se tornou o paradigma dominante de acesso à cultura no espaço público. Ocupando um lugar usual e nada neutro da publicidade, a proposta abre-se às contradições inerentes ao meio, incorporando a alta voltagem de sua frequência. De certo, o caráter marginal e profano do outdoor como suporte artístico, permite o embate com um público pouco familiarizado com exposições de arte, comprometendo-o pela própria dinâmica da vida cotidiana. E nesse sentido, confronta- se com uma situação de total heterogeneidade de interesses, hábitos e possibilidades. E mais do que ser configurada em acordo com a ideia de um ambiente democrático, entendimento universal e frequente relacionado ao domínio da rua, a aposta reafirma a diferença, os desejos e as crenças para promover a força que a arte tem de colidir, resistir e ampliar o campo de pensamento. E assim responder No Calor da Hora, ao que não pode mais esperar.

 

 

Entrada actualizada el el 01 sep de 2020

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