© ANA BRÍGIDA People’s Kitchen na Benfeita. Todas as sextas-feiras à noite,  há comida vegetariana e vegan na associação cultural Arte Facto.
Evento finalizado
07
nov 2020
03
ene 2021

Compártelo

Cuándo: 07 nov de 2020 - 03 ene de 2021
Inauguración: 07 nov de 2020 / 10:00
Horario: De Martes a Viernes , 10:00h-18:00; Sábados Domingos y Días Festivos, 15:00h-19:00h
Precio: Entrada gratuita
Dónde: Centro Português de Fotografia (CPF) - Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto / Largo Amor de Perdição. 4050-008 / Oporto, Porto, Portugal
Organizada por: Centro Português de Fotografia (CPF)
Artistas participantes: Ana Brígida
Enlaces oficiales Web  Facebook  Instagram 
Teléfonos: 00351 220046300
Correo electrónico: mail@cpf.dglab.gov.pt
Etiquetas:
Publicada el 06 nov de 2020      Vista 23 veces

Descripción de la Exposición

Na Terra é uma exposição de Ana Brígida, vencedora da Bolsa Estação Imagem 2019 Coimbra, com a proposta de trabalho sobre as comunidades e eco-aldeias de estrangeiros e portugueses que repovoam o interior desertificado da região de Coimbra. “Esta é uma história de amor entre o homem, a natureza e os animais. Desde há muito que o interior se despovoa, seja pela falta de interesse na continuação do trabalho no campo, seja pela utopia das cidades de uma vida mais cheia e rica. O êxodo para as metrópoles deixou aldeias ao abandono, casas em ruínas, terras tomadas pela natureza e à mercê dos incêndios. Mas a vivência desligada da terra, a massificação urbana e uma sociedade virada para o consumo e para a tecnologia trouxeram também o interesse de muitos em voltar para a calma do interior. Procuram a vida perdida de gerações anteriores e dão-lhe uma nova energia e significado. Vêm com o sonho de viver mais perto da natureza, tratar dela. Viver de uma forma mais sustentável e onde o círculo de utilização é completo. Usar o que a terra dá, para comer, construir, curar e meditar. Na Serra do Açor, estima-se que vivam já mais de mil novos habitantes nos concelhos da região. A maior parte estrangeiros mas também alguns portugueses que voltam a dar vida às terras. Na zona da Benfeita, há agora 35 crianças que devolveram à aldeia a vida e energia que há muito dali andavam arredadas. Lutam a favor das espécies autóctones da floresta e contra o eucalipto e as monoculturas, reconstruíram as casas devoradas pelas chamas em outubro de 2017, reergueram a comunidade. A maior parte dedica-se à permacultura e alguns recebem voluntários que se interessam por aprender. Muitos acabam até por comprar terreno e começam uma nova vida. Uma vivência onde há tempo para plantar, trabalhar, descansar e, principalmente, para as relações humanas. Aprendem os velhos costumes, as técnicas de xisto e dão-lhes uma nova vida. Misturam a arquitectura do passado com madeiras vindas dos fogos e juntam-lhe o que a natureza tem. Há quem tenha cabras e ovelhas. Todas têm nome. Criaram uma nova economia, uma moeda própria – a estrela –, dois mercados de produtos artesanais, um projecto de aprendizagem comunitária, uma associação criativa e uma loja de roupa em segunda mão, entre muitas outras coisas. Juntam-se para os interesses comuns, mas vivem de forma autónoma, cada família com o seu próprio projecto. A vida nem sempre é fácil, o trabalho na montanha é por vezes árduo, mas a vontade é maior do que a dificuldade. Unem-se para o bem comum e em torno da natureza.” Ana Brígida, março 2020

Actualizado

el 12 ene de 2021

Contactar

¿Quieres contactar con el gestor de la ficha?
Compártelo

¡Suscríbase y reciba regularmente nuestro Boletín de Noticias del Mercado del Arte!

Suscribirme