Exposición en Campinas, Sao Paulo, Brasil

O Vazio Abarcado

Dónde:
Museu da Cidade - Casa de Vidro / Avenida Dr. Heitor Penteado, 2145. Parque Taquaral / Campinas, Sao Paulo, Brasil
Cuándo:
09 jul de 2022 - 31 ago de 2022
Inauguración:
09 jul de 2022 / 10:00
Comisariada por:
Artistas participantes:
Descripción de la Exposición
A mostra "O Vazio Abarcado" dos artistas visuais Aline Moreno e Jeff Barbato abre no dia 09 de julho de 2022 (sábado), a partir das 10h, no Museu da Cidade - Casa de Vidro em Campinas, no Parque Taquaral, interior de São Paulo. A curadoria fica por conta do poeta e jornalista Jurandy Valença, que também é diretor da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. O evento é o resultado do projeto realizado com o apoio do ProAC. As obras expostas, em sua grande maioria, foram produzidas especificamente para essa exposição, entre 2021 e 2022, no intuito de propor reflexões acerca do envolvimento dos artistas com o interior do estado de São Paulo, em específico com os municípios de Sorocaba e Campinas. Essas regiões são geograficamente acidentadas, com elevações geográficas e de acentuada transição, ambas atravessadas pela linha férrea Sorocabana, o que as torna historicamente uma região de passagens, rasgos e ... transitoriedades. Aline e Jeff possuem um processo de criação que se conecta por interesses geopolíticos geralmente pautados nas elevações geográficas, territórios e passagens A pesquisa de Jeff Barbato passa primeiro por seu corpo fissurado e se desdobra pela ideia de natureza rasgada pela ação humana colonizadora, depois, pela tecnologia presente em tentativas de substituição ou ficticização de forças da natureza,a partir dos trabalhos Abundantes em veios de ferro, a série Raio-Rio e em Uma inesgotável escavação (pt. 2). Para isso, buscou fragmentos e cartografias da linha férrea Sorocabana, malha de ferro construída a partir de trabalho escravo indígena que corta o estado de São Paulo e hoje em dia é deixada à mercê do tempo e enfrenta um processo de corrosão ininterrupto. Aline Moreno apresenta duas séries diferentes, por um lado as pinturas, as quais se apropriam de imagens de lugares tidos como símbolos de montanha e que compõem o nosso imaginário de paisagem, que por meio do uso de imagens de satélite disponíveis na internet faço pinturas em escalas próximas da humana. Por outro lado, apresenta Paisagem Infinita, uma escultura circular modular feita de gesso, madeira e papelão que sugere em sua superfície um relevo semelhante ao de uma montanha ou oceano. Ao contrário das pinturas, cujas referências são lugares reais, Paisagem Infinita foi criada a partir de um software de modelagem 3D que gera paisagens de modo automático. "Ambos discutem a representação da natureza, da paisagem por meio de operações poético-visuais que remetem à cartografia. Mas não aquela que entendemos como a representação geométrica plana, simplificada e convencional da superfície terrestre ou de parte dela. Eles, de certa maneira, exibem - cada um ao seu modo - um trompe l’oeil, expressão francesa e um recurso técnico-artístico empregado com a finalidade de criar uma ilusão de ótica para “enganar o olho”, diz o curador Jurandy Valença no texto crítico. Além da exposição, o projeto propõe uma fala pública com o curador e a dupla de artistas acerca dos trabalhos expostos democratizando e expandindo o acesso aos diálogos que permeiam suas pesquisas. Serão oferecidas visitas guiadas voltadas para estudantes da rede pública de ensino e mediadas pelos artistas e pela mediadora da exposição, que também conta com acessibilidade a pessoas com deficiência visual. Sobre os artistas Jeff Barbato vive e trabalha em Sorocaba, Brasil. Bacharel em Artes Visuais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) com a investigação sobre a história e a estética das fissuras partindo da representação monstruosa da fissura labiopalatina no campo das artes visuais. Sua pesquisa em artes transita por multilinguagens, tendo o desenho e a fotografia como base para a criação de objetos, esculturas e pinturas expandidas. Jeff propõe diálogos entre os lugares em que encontra fissuras, buracos, brechas, fendas e os fragmentos, acontecimentos e desdobramentos dessa insurgência, passando por searas como corpo, sexualidade e territórios urbanos. Com olhar sensível para o imperfeito, o incompleto, o impermanente e para tudo aquilo que é esquecido e deixado à mercê de si mesmo. Em 2022 foi júri de premiação da III Mostra Coletiva de Artistas de Ubatuba, participou da residência artística portuguesa DEMONSTRA e também produziu e expos na coletiva "o encontro é um lugar impossível" no Centro Cultural Correios de São Paulo. Aline Moreno é mestranda em Poéticas Visuais na ECA-USP e formada em Artes visuais com habilitação em escultura na mesma instituição (2017). Aline Moreno frequentou o curso de artes plásticas da Universidade Paris 8 em 2016. Participou de cursos e grupos de acompanhamento de produção com Anna Bella Geiger, Cristina Suzuki, Felipe Cohen e Theo Craveiro. Participou de exposições em galerias, instituições públicas e espaços culturais como galeria B_arco/Virgílio, Hulssey Gallery, Galeria Orlando Lemos, Oá galeria, MAC-USP, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Sesc DF, Sesc Ribeirão Preto, Pinacoteca de São Bernardo, entre outros. Tem obras em coleções particulares e acervos públicos, como da Casa do Olhar de Santo André, Pinacoteca de Piracicaba, Secretaria de Cultura de Praia Grande e Prefeitura de Ubatuba. Jurandy Valença (Maceió, Alagoas, 1969) é artista, curador, poeta e jornalista. Atualmente é o diretor da Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo e atua na área da cultura há mais de 25 anos. Foi diretor adjunto do Centro Cultural São Paulo [CCSP], coordenador geral dos centros culturais e teatros da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo; coordenador geral da Oficina Cultural Oswald de Andrade, equipamento cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo; e diretor de projetos do Instituto Cultural Hilda Hilst, em Campinas. Como artista visual e curador, realiza trabalhos em fotografia desde 1998. Participou de mais de 70 exposições, entre individuais e coletivas. Recebeu prêmios de aquisições em 2002, 2003 e 2004, e já realizou mais de 15 curadorias. Em 2003 foi tema de Documentário exibido na TV Sesc-Senac (série “O Mundo da Arte”). Foi júri do 35o Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, de editais de artes visuais do PROAC, da Secretaria de Estado da Cultura de SP e de diversos editais da Secretaria Municipal de Cultura de SP. Foi redator do Mapa das Artes SP por 16 anos, e responsável durante mais de dois anos pela coluna de Arte, Cultura e Comportamento da Bemglô, plataforma digital e loja física, projeto da atriz Gloria Pires e da ex-modelo e empresária Betty Prado. Também é colaborador da revista Continente, de Pernambuco, desde 2020, e da plataforma digital Hipocampo. Entre suas curadorias mais recentes destacam-se “Revelando Hilda Hilst” (2020), no MIS/SP, em homenagem aos 90 anos de nascimento da autora paulista; “Uma Ontologia do Vazio” (2020), com esculturas, objetos e fotografias do artista visual Elias Muradi, “Paisagem/Passagem” (2021), ambas na Fundação Mokiti Okada, em São Paulo. E “Hiância” (2021), na Oficina Cultural Oswald de Andrade (SP), com os artistas Eva Castiel e Bruno Ferreira. Atualmente prepara três curadorias em Campinas, na Casa de Vidro, com os artistas Aline Moreno e Jeff Barbato; com a artista Beatriz Abdalla, no ATAL 609, espaço independente fundado há mais de 20 anos pela artista Cecilia Stelini; e outro projeto relacionado à plataforma HIPOCAMPO. Entre suas próximas curadorias para 2022 e 2023, está uma de desenhos e pinturas do artista Francisco Biojone, outra com os artistas Eva Castiel e Bruno Ferreira, e Zonas de Sombra no interior do estado de São Paulo novamente com Jeff Barbato e Aline Moreno. Atualmente é Diretor da Biblioteca Mário de Andrade. Museu da Cidade é um museu municipal com rico acervo histórico, etnográfico, arqueológico e atua com a cultura imaterial. Atualmente está funcionando no espaço cultural Casa de Vidro, que foi revitalizado, em 2016, pelo Campinas Decor e agora transformado para receber múltiplas atividades culturais, abriga manifestações de dança, exibições de filmes e documentários, debates, artes visuais e exposições temáticas.

 

 

Entrada actualizada el el 07 jul de 2022

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