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Sombras e outras cores
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Cuándo: 31 oct de 2019 - 26 ene de 2020
Inauguración: 31 oct de 2019 / 18:30
Dónde: Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva / Praça das Amoreiras, 56 - 58 / Lisboa, Portugal
Organizada por: Fundación Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva
Artistas participantes: Manuel Baptista
Enlaces oficiales Web 
Publicada el 28 oct de 2019      Vista 20 veces

Descripción de la Exposición

Esta exposição não é nem uma Retrospectiva nem uma Antologia. É uma escolha de momentos-chave da obra de Manuel Baptista através da qual percorremos seis décadas de trabalho intenso, mas joyeux, experimental, mas rigoroso, diversificado, mas coerente. Manuel Baptista nasceu em Faro, em 1936, formou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde foi brevemente professor, viveu algum tempo em Paris, bem como na RFA e constitui mais uma singularidade no percurso dos artistas portugueses em contexto contemporâneo. A sua obra, suficientemente autónoma da evolução conjuntural das modas artísticas, merece uma apresentação e estudo exaustivos. Como o que em 2011 (Fora de Escala, Centro Cultural de Lagos, em parceria com o programa Allgarve’11 e com o apoio da Fundação EDP) revelou projectos, até então nunca construídos, de objectos e esculturas dos anos de 1960 e 1970. O seu trabalho apresenta uma constante tensão entre construção e acaso, regra e indisciplina. Manuel Baptista parte do entendimento unificado que tem do par constituído pela vocação geométrica das formas e volumes e pela expressão livre da natureza (através da paisagem que o rodeia ou do registo isolado de certos elementos vegetais). Há assim no seu trabalho, linhas que podemos classificar como naturalistas e outras como geométricas, linhas de trabalho orgânicas ou matéricas e outras abstractas e não representativas. Matéria, forma e volume, cor, luz e sombra, são elementos essenciais da sua investigação e aproximação quer à abstracção quer à expressão do mundo exterior. A forma ou a matéria são frequentemente cor, luz e volume, constituindo um conjunto de trabalhos geométricos e abstractos. Mas a paisagem oculta-se nessas e em muitas outras das suas imagens abstractas, na expressão de uma linha de horizonte ou de profundidade, na textura e sensualidade orgânica das matérias, no recorte de folhas e ramagens, nos cromatismos escolhidos. Com os trabalhos - sobre papel - mais recentes mostrados (até …de … de 2019) na galeria Giefarte, em Lisboa, onde o gestualismo ganha também uma dimensão reveladora, e com as pinturas e volumes pintados apresentados no Museu da FASVS abrimos o nosso olhar para extensões cromáticas inesperadas, para intrincados labirintos lineares, para infinitos jogos de sombra (e luz) e cor, que o título da exposição toma como lema, e aproximamo-nos um pouco mais do universo singular de Manuel Baptista. João Pinharanda

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