suave coisa nenhuma
Evento finalizado
14
feb 2020
20
mar 2020

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Cuándo: 14 feb de 2020 - 20 mar de 2020
Inauguración: 14 feb de 2020 / 19:00
Dónde: OMA Galeria / Carlos Gomes, 69. Centro / São Bernardo do Campo, Sao Paulo, Brasil
Organizada por: OMA Galeria
Artistas participantes: Agrippina R. Manhattan, Ana Julia Vilela, Matheus Chiaratti
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Publicada el 07 ene de 2021      Vista 1 veces

Descripción de la Exposición

É 2020 e estamos aqui. Tudo parece instável, mas continuamos firmes em nossas crenças, métodos, manias e desejos. O teatro existe há milhares de anos, seguimos acreditando que o cinema nos eternizará, uma pessoa dedica um pouco do seu tempo para realizar um desenho. O impulso criativo cada vez mais deixa de ser uma habilidade e passa a ser uma necessidade, ou, nesses tempos, um ato de resistência. Quando a realidade se mostra cruel, conseguimos imaginar uma outra. Em resumo, essa é a capacidade que nos diferencia dos demais animais. Suave coisa nenhuma, proposição curatorial imaginada para o espaço da OMA Galeria, reúne pedaços da produção de quatro jovens artistas cujas poéticas entrelaçam-se com suas próprias vidas, e vice versa. Ao pintar duas paredes da galeria em consonância com o estilo de seus trabalhos em tela, Ana Julia Vilela traz ao espaço expositivo uma espécie de “obra total” em que as mais de dez peças selecionadas tornam-se cenas breves de uma narrativa não linear pontuada pelas experiências, influências e vontades da artista. Matheus Chiaratti, seja pela transformação ou apropriação, ressignifica constantemente os objetos com os quais trabalha. Suas esculturas são permeadas por personagens de épocas e tempos distintos que, muitas vezes, conectam-se pelas experiências pessoais do artista, essas também inseridas nas obras. Nas quartinhas de cerâmica, além do trânsito entre figuras, destaca-se o interesse de Chiaratti pela cor, geometria e grafismos, que em sua experiência adquirem força simbólica para além do campo da arte. Nos trabalhos de Micaela Cyrino, arte e vida são indissociáveis: como um corpo dissidente (e consequentemente político) vivendo em uma sociedade normativa, branca e patriarcal, a artista visual e performer traz para as telas e ações que realiza, suas experiências enquanto mulher, negra e pessoa vivendo com HIV. Muito atreladas a sua biografia, as obras de Micaela provocam fissuras em padrões estabelecidos e têm a capacidade de gerar discussões que se mostram cada dia mais urgentes. O conjunto da exposição se completa com uma peça recente de Agrippina Manhattan. Trata-se de um luminoso onde a frase “Só o desejo não basta” se repete incessantemente, como uma grito mudo que ecoa em todos os ambientes da exposição. Agrippina nos convida a pensar sobre a experiência do outro a partir de uma perspectiva não fetichizada ou exótica, mas enquanto indivíduo atravessado por vontades, pensamentos e diferenças. O processo dessa exposição foi acompanhado pela autora e pesquisadora Mariana Cobuci. Pela necessidade de nos fazermos presentes na mostra, realizamos algumas pequenas intervenções nas paredes – algumas vezes até silenciosas ou escondidas – que surgiram a partir das ideias e sentimentos que os trabalhos nos dispararam. Ao público, desejamos que o conjunto abra além de novas portas, novas possibilidades. É 2020 e estamos aqui. Thierry Freitas Janeiro de 2020.

Actualizado

el 07 ene de 2021

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