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10
mar 2020
10
abr 2020

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Cuándo: 10 mar de 2020 - 10 abr de 2020
Inauguración: 10 mar de 2020 / 18:30 a 21:30
Horario: lunes a viernes de las 14 a las 18h
Precio: Entrada gratuita
Dónde: Espacio Uruguay / Av. Paulista, 1776 - 9º a. Elev. 3 y 4 / São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Comisariada por: Carla Mourão, Enock Sacramento
Organizada por: Espacio Uruguay
Artistas participantes: Regina Helene
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Teléfonos: +5511991883333
Correo electrónico: cmourao@pobox.com
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Publicada el 09 mar de 2020      Vista 40 veces

Descripción de la Exposición

Sobre a Artista “Sou Regina Helene, artista visual, Autodidata. Formei-me em Direito na PUC - SP, contudo nunca exerci a advocacia. Por um longo tempo atuei prioritariamente como empresária. Porém, mesmo alcançando sucesso no mundo empresarial, sentia-me vazia. Minha vida estava desbotada. Nada fazia sentido. Até que em 2.000 elaborei dois projetos para a comunidade em que eu estava inserida - um social - P.A.S.S.O (Projeto Absorção Social dos Sem Oportunidades) e o outro de desenvolvimento turístico sustentável, Vila Darcy Penteado. Com a fundação e consequente início de funcionamento do P.A.S.S.O em 2001, projeto que atendia crianças e jovens sem reais oportunidades de transformação de seus destinos. Resolvo assumir o papel de voluntária nesse projeto social tornando-me orientadora na oficina de arte, mais especificamente, nas oficinas de modelagem com argila (escultura) e papel machê. Nesse momento, com a arte mais presente na minha rotina de vida pude descobrir o que dá cor a minha existência - a arte. Só me coube, então, nela mergulhar incondicionalmente. Caminhei da escultura para a pintura abstrata informal e por fim, para a fase atual - a arte têxtil contemporânea. E foi aí que me encontrei por completo. Ao perder o medo de ousar e deixando de lado os julgamentos, meus e de outros para comigo, propiciei o transbordar da legítima inspiração. A intuição assumiu o comando reservando papel secundário para a razão. Os movimentos repetitivos, como um mantra, ao anularem o tempo e espaço levam- me a um processo meditativo em que a criação flui sem impedimentos racionais. Vocês poderão me perguntar: Como descobriu a arte têxtil? E eu me adianto respondendo que a minha curiosidade pelo universo feminino conduziu-me até ela e para descobertas relacionadas a ela. Na História da Humanidade constata-se que por séculos foi essa arte - do tecer e fiar - a única expressão possível permitida para as mulheres. Já na mitologia grega encontramos grande parte de suas deusas como tecelãs. Simbolicamente as deusas ao criarem os fios, estruturam o Universo. Ou melhor, organizam o Caos estabelecendo o Cosmo. Posso dizer que pela arte, têxtil, também eu organizo. Organizo o meu caos alcançando o equilíbrio pela criação. “Transbordando”, o nome da minha terceira série de arte têxtil contemporânea, em exposição, materializa a minha sensação atual de transbordamento. Como uma metáfora plástica as obras expostas buscam pelo simbolismo gerar transbordamento pela intensidade de cores, materiais ...pela brasilidade. Estou transbordando ao abrir passagem para o meu mundo intuitivo, fantástico, singular e infinito. Convido vocês, para juntamente comigo, através das lãs, cordas, fibras naturais, materiais orgânicos, recicláveis, das obras aqui expostas, transbordem sensibilidade”. A Arte têxtil de Regina Helene por Enock Sacramento O ano 2000, que marcou o início de um novo século e também de um novo milênio, foi também um marco na vida de Regina Helene, uma empresária nascida em São Paulo, que vive e trabalha em São Roque, a cerca de 65 km da capital. Neste ano ela instituiu e passou a manter um projeto social que objetivava beneficiar jovens sem oportunidades da comunidade local e que incluía oficinas culturais e artísticas. No mesmo ano, deu início a outro projeto voltado para a criação de um polo turístico em São Roque comprometido com a cultura brasileira: a Vila Darcy Penteado, em homenagem ao artista nascido na cidade em 1926 e que marcou forte presença na vida cultural paulista e brasileira nos anos 50, 60 e 70. Nesta vila eram desenvolvidas as atividades do seu projeto social PASSO - Projeto Absorção Social dos Sem Oportunidades, que durou 15 anos. Nela, criou o Restaurante Cascudo, em homenagem ao intelectual potiguar Luiz da Câmara Cascudo, que serve pratos de qualidade gastronômica designados por nomes representativos da moderna arte brasileira, tais como Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. As oficinas culturais e artísticas do PASSO, orientadas por profissionais diversos, entre eles a própria Regina, acabaram por despertar nela a paixão pela arte. Começou pela escultura em bronze, que ela mostrou pela primeira vez em 2011 em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Buenos Aires e Guangzhou, na China. Nos dois anos seguintes, participou da Grande Exposição de Arte Bunkyo, da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, em São Paulo. Depois de uma passagem pela pintura, que lhe rendeu uma participação no Salão de Outono da América Latina, em São Paulo (2017) e uma individual no Clube de Golfe Vila da Mata, em São Roque, voltou às obras tridimensionais, mas não mais feitas de bronze, mas de produtos diversos com destaque para os têxteis. Este ato marcou o grande salto da artista no terreno da arte. Os primeiros trabalhos desta série foram exibidos em 2018, na Casa da Fazenda do Morumbi, em São Paulo e, no ano seguinte, na Galeria de Arte Braz Cubas, do Centro Cultural Patrícia Galvão, em Santos, SP. Neste mostra - Entrelaçamentos - que contou com curadoria de Waldo Bravo, a artista surpreendeu ao revelar a verdadeira medida de suas possibilidades criativas ao apresentar uma obra exuberante, original e bela. Ainda em 2019, recebeu o primeiro prêmio de sua carreira, no Salão de Artes Plásticas de Praia Grande, SP, e foi selecionada para a primeira mostra do Programa de Exposições do MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto, SP. Advogada formada pela PUC/SP, empresária de sucesso no setor hoteleiro, empreendedora obstinada, com projetos sociais relevantes em seu currículo, Regina Helene não se sentia, todavia, uma pessoa plenamente realizada. A arte deu novo sentido à sua existência. Descortinou para ela um novo horizonte. E inundou sua vida com uma alegria inédita. De tal forma que a arte a absorve cada vez mais e ela se joga, consciente de que “quem não se entrega por inteiro não terá nada por completo”. Sua arte aflora generosamente. já preenche os espaços possíveis de seu ateliê, grande parte da extensa varanda e de cômodos de sua casa, na Rua Cora Coralina, e em pontos estratégicos de seu hotel, o Villa Rossa, o mais estrelado da cidade, ambos localizados na Vila Darcy Penteado, a seis quilômetros do centro de São Roque. Trata-se de obras que sugam nosso olhar e nos instiga a tocá-la, gesto não reprovado pela artista. Incorpora materiais de diferentes naturezas, desde o arame e rodas de bicicleta, que servem à estrutura da obra, até produtos têxteis os mais diversos tais como tecidos naturais e sintéticos, lãs, pelúcia, feltro, pompons, tule, meias de seda, enchimentos, passando pelos barbantes, sisal, chenile e, naturalmente, os bordados. E isto sem contar outros materiais agregados à obra entre eles cabaças, penas, isopor, “espaguete” de piscina, matérias plásticas, pedras, buchas e flores secas. Predominam, todavia, no conjunto da obra, os produtos têxteis, o que faz com que alguns de seus trabalhos remetam a tapeçarias modernas. Esta variedade de formas, cores, ritmos e texturas resulta num corpus algo tropicalista, carnavalesco, barroco, marcado pelo exagero, complexidade, rebuscamento, sensualismo, pelo dualismo entre o sagrado e o mundano, pelas formas curvas. Esta multiplicidade de materiais, volumes e colorações fortes e contrastantes, todavia, não resulta numa obra caótica; ao contrário, eles acabam estabelecendo entre si um diálogo paradoxal que libera a vitalidade a que se refere, indiretamente, Antoine de Saint-Exupéry quando ele afirma, em seus Cadernos, que l’ordre ne crée pas la vie. Trata-se de uma obra tridimensional resultante de muitas misturas, constituindo-se numa assemblage, que às vezes encontra paralelo, mutatis mutandis, na obra também tropicalista de Beatriz Milhazes. Os produtos têxteis sempre fizeram parte do universo da arte. Com efeito, as telas foram e são os suportes privilegiados da pintura. Os fios são os elementos de que são feitas as tapeçarias. No cubismo sintético, as telas passaram a fazer parte integrante da obra propriamente dita mediante as colagens. Com o tempo, os tecidos e os fios passaram a ser o elemento principal da obra de muitos artistas. Isto sem contar a moda, o vestuário, sobretudo feminino, que tem como matéria prima os tecidos e que já conquistou seu status de arte há muito tempo. E os revestimentos de móveis, paredes. A arte registrou a presença, ao longo de sua história, de muitas mulheres no âmbito da arte têxtil. Uma das mais poderosas foi sem dúvida Magdalena Abakanowicz (1930-2017) polonesa que encantou o mundo ao expor, nos anos 60 e 70, as suas “abakanes”, obras tridimensionais têxteis que, por suas características, situam-se entre a tapeçaria e a escultura. O Brasil reconheceu suas qualidades ao atribuir-lhe importante prêmio em uma das três Bienais de São Paulo das quais participou (1963-1965-1979). Também expôs três vezes na Bienal de São Paulo a iugoslava Jagoda Buic, igualmente inovadora, que recebeu numa delas o Prêmio Itamarati. Foram elas, certamente, uma referência para alguns artistas têxteis brasileiros, que tiveram maior visibilidade de 1976 a 1982, período em que se realizaram três edições da Trienal de Tapeçaria de São Paulo, no MAM. Entre os grandes nomes de artistas têxteis brasileiros destacam-se os de Jacques Douchez e Norberto Nicola. De capital importância para a projeção mundial da arte têxtil, foi a Bienal Internacional da Tapeçaria de Lausanne, Suíça, criada em 1962 e que durou mais de 30 anos. Uma mostra antológica de obras que participaram desta Bienal, pertence à Fundação Toms Pauli, de Lausanne, integrou a Contextile 2016, uma bienal de arte têxtil contemporânea criada, em Guimarães, Portugal, em 2012, ano em que ela foi designada Cidade da Cultura Europeia. Além de artistas convidados, a Contextille inclui uma mostra competitiva internacional. A versão 2018 recebeu o mote (in)organic, no sentido de “dentro do orgânico como forma de compreensão dos processos, do ser das coisas e da transformação do ser”, que tem tudo a ver com a arte têxtil de Regina Helene. Esperamos que a Conextille 2020, a realizar-se em setembro/outubro próximos, conte com a participação desta surpreendente artista brasileira. Espacio Uruguay – São Paulo - Propósito O Espacio Uruguay São Paulo, é o 1º espaço de Artes e Negócios, dedicado à arte contemporânea, com foco em novos talentos e talentos novos!!! Como incentivador da produção artística atual, o Espacio Uruguay reúne num só local, Executivos dos mais variados segmentos e origens, para suas atividades de negócios, e uma impactante renovação e dinamização no mercado de Arte do Brasil. Dois públicos tão distintos se complementam na ação de conhecer e ser conhecido. Com propostas variadas e ousadas, de Artistas da nova geração, ou novos olhares dos Artistas consagrados, o Espacio Uruguay tornou-se um ponto de encontro entre o que há de mais interessante na arte contemporânea, aliado as facilidades tecnológicas que proporciona ao público corporativo que aqui desenvolve suas atividades com todas as facilidades necessárias , disfrutando também de um ambiente acolhedor de bom gosto e indicador de tendências em estilo, design, mobiliário, artes plásticas e cultura em geral. Visando oferecer um dia a dia mais leve e criativo, acreditamos que transparência e informação democratizam o acesso à Arte. No Espacio Uruguay os dados sobre os artistas e suas obras estão sempre à vista. Assim o público que nos visita, ou vem desenvolver aqui alguma atividade, sente-se à vontade para perguntar, entender, comparar e decidir. O Espacio Uruguay dispõem de todos os elementos sobre a obra que quer apreciar ou ter na sua coleção, na sua casa, na sua vida. Aqui os dois mundos que se fundem, o da Arte e o dos Negócios, convivem em harmonia, ganham em qualidade, e agregam-se valor, mutuamente.

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el 13 mar de 2020

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