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Viver em um mundo abstrato
09
nov 2018
22
dic 2018

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Cuándo: 09 nov de 2018 - 22 dic de 2018
Inauguración: 09 nov de 2018
Dónde: Casa Triângulo / Rua Estados Unidos 1324 / São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Comisariada por: Josué Mattos
Organizada por: Casa Triângulo
Artistas participantes: Albano Afonso
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Publicada el 07 nov de 2018      Vista 6 veces

Descripción de la Exposición

Manter os olhos fechados por instantes, como se respirassem em atmosfera rarefeita, renova sua fala não verbal. O gesto é requerido para travar contato com imagens provenientes da experiência com o contemporâneo, uma vez que o agora completa-se com ideias e imagens que surgem no momento em que há bloqueio do campo de visão circunstancial. Daí cochilar para espantar hipnoses que chegam de assolapo, que se instalam à revelia do que importa à vida. Outra maneira de fechar os olhos é o piscar, que funciona como convite incessante à manutenção do estado contemplativo, além de garantir a lubrificação das córneas ao longo do estado de vigília. O automatismo que interrompe a visão pode aproximar imagens visíveis, intercaladas entre um gesto e outro das pálpebras, com cenas preservadas por tempo imemorável. A montagem de Viver em um mundo abstrato reúne um corpo de obras que corresponde ao ato de fechar os olhos para reintegrar partes soltas do corpo e de memórias, como um rito de ecdise ao revés. Cabeças com os olhos fechados e sinos que ecoam vibrações sonoras inaudíveis, braços desintegrados que exercitam afagos e tentam segurar o que há de inestimável no mundo, são pedaços de corpos em metal que apresentam o percurso vagueante, de distanciamento e aproximação, que a obra de Albano Afonso sugere como meio de acesso ao abstrato contido na potência de base dez. Apenas o limite da percepção sensorial define o abstrato como imagem ininteligível. Tão perto quanto longe, o acréscimo de expoentes negativos e positivos indica a perda de definição do que parecia precisamente delineado no mundo. Viver o mundo abstrato, povoado por figurações, instantes e pulsações, ocorre com a percepção potencializada tanto em direção ao infinito quanto ao infinitesimal. Neste contexto, respirar e piscar funcionam com o mesmo propósito: trata-se de buscar partes de corpos perdidas no decorrer dos anos, recuperá-las para dentro do corpo-memória. Ao interrogar a quantidade de corpos que obtivemos ao longo de uma vida, olhar detidamente para cabeças, braços e mãos sobre os quais assumimos propriedade temporária, assim como para as veias que se multiplicam e permitem o pulsar do corpo, abstrações ganham forma e tornam a experiência do eterno, que atravessa a obra do artista, uma manifestação que desacelera estímulos e permite a troca de pele sem a experiência do amargor e da angústia.

Actualizado

el 07 nov de 2018 por ARTEINFORMADO

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