Artista, Coleccionista

Manuel Cargaleiro

1927 en Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, Portugal
CC BY-SA 4.0 File:Manuel Cargaleiro, 2015
Residencia:
Reside en Francia
Exposiciones colectivas vigentes:
Actividad vigente:
Presidente EN:
Desde ene 1990
Etiquetas:
Descripción del Artista
Manuel Alves Cargaleiro nasceu em 16 de março de 1927 em Chão das Servas no concelho de Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco, Portugal. Em 1945, Manuel Cargaleiro inicia as primeiras experiências de modelação de barro, na olaria de José Trindade, no Monte da Caparica. Realizou os seus estudos em Lisboa onde frequentou a Escola Superior de Belas Artes para se dedicar às Artes Plásticas. Em 1949, expôs pela primeira vez na "Primeira Exposição Anual de Cerâmica", na Sala de Exposições do "Secretariado Nacional da Informação. Cultura Popular e Turismo" (SNI), no Palácio Foz, em Lisboa. Em 1950 organiza, com a Comissão Municipal de Turismo do Concelho de Almada, o "I Salão de Artes Plásticas da Caparica", em Almada. Em 1951 participa na "Segunda Exposição de Cerâmica Moderna", onde obtém uma menção honrosa. Em 1952 tem a sua primeira exposição individual, realizada na Sala de Exposições do SNI, com ... texto de Jorge Barradas. Nesse mesmo ano participa na "Terceira Exposição de Cerâmica Moderna", onde obtém uma menção honrosa, e na exposição coletiva "Mostruário da Arte e da Vida Metropolitana", no âmbito das "Comemorações do IV Centenário da Morte de São Francisco Xavier", organizado pela "Agência Geral do Ultramar", em Goa. A sua primeira formação como ceramista valeu-lhe a incursão no mundo então muito pequeno das artes portuguesas, de que viria a partir para procurar horizontes mais abertos. Em 1953 expõe pintura pela primeira vez no "Salão da Jovem Pintura", na "Galeria de Março" em Lisboa, onde em fevereiro de 1954 apresenta a exposição individual "Cerâmicas de Manuel Cargaleiro", com texto de Diogo de Macedo, representando um marco importante para o reconhecimento do seu trabalho no mundo das artes. Nesse mesmo ano inicia a sua atividade com professor de Cerâmica, que mantém por 4 anos, na "Escola de Artes Decorativas António Arroio", em Lisboa. É igualmente neste ano que realiza a sua primeira viagem a Paris e conhece Maria Helena Vieira da Silva, Arpad Szènes e Roger Bissière. Em 1955, dirige os trabalhos de passagem para cerâmica das estações da Via Sacra do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, da autoria de Lino António. Nesse mesmo ano, participa na exposição coletiva "Fifth International Exhibition of Ceramic Art", no "Kiln Club of Washington", no "I Festival International de Céramique", em Cannes. Participa, também, na exposição coletiva "Cargaleiro, Lemos e Vespeira" na Galeria Pórtico, em Lisboa. Em 1956 participa na coletiva "Primeiro Salão dos Artistas de Hoje", na "Sociedade Nacional de Belas Artes" (SNBA), em Lisboa. Nesse mesmo ano realiza painéis de cerâmica para o Jardim Municipal de Almada, e o painel de azulejos para a fachada da nova Igreja de Santo António, em Moscavide. Em 1957, recebe uma bolsa do governo italiano, por intermédio do "Instituto de Alta Cultura", que lhe permite visitar Itália e estudar a arte da cerâmica em Faença, com Giuseppe Liverani, Roma e Florença. Expõe "Cargaleiro: Cerâmicas", com texto de Ruben A., na "Galeria Alvarez", no Porto. É neste ano que fixa residência definitiva em Paris, onde vive atualmente. Em 1958, torna-se um dos primeiros bolseiros da "Fundação Calouste Gulbenkian", com a realização de estágio na “Faïencerie de Gien”, sob a orientação de Roger Bernard. Participa no "XVI Concorso nazionale della ceramica: Faenza no Museo Internazionale delle Ceramiche in Faenza" (MIC). Numa atitude de altruísmo, que lhe é muito reconhecida, Manuel Cargaleiro oferece peças de cerâmica popular, dois painéis e um vaso de sua autoria para a reconstituição da secção portuguesa do MIC, muito danificado durante a II Guerra Mundial. Manuel Cargaleiro participa na "III Exposição de Artes Plásticas", no Convento dos Capuchos, em Almada. Em 1959, Manuel Cargaleiro adquire um atelier na Rue des Grands-Augustins 19, em Paris, onde passa a residir. Nesse mesmo ano participa numa exposição coletiva, com Camille Bryen, Jean Arp e Max Ernst, na "Galerie Edouard Loeb", em Paris. Participa na exposição "Céramiques Contemporaines", no "Musée des Beaux-Arts" em Ostende, na Bélgica. Expõe "Cerâmica de Manuel Cargaleiro" na "Galeria Diário de Notícias", em Lisboa. Nas décadas seguintes participa em inúmeras exposições individuais e coletivas, em diversos países, designadamente França, Brasil, Japão, Alemanha, Itália, Angola, Moçambique, Espanha, Venezuela, Suíça e Bélgica. A expressividade lírica da obra de Manuel Cargaleiro motivou a colaboração com poetas, nomeadamente Armand Guibert, Édouard Roditi e Victor Ferreira, que resultaram em inúmeras publicações singulares. Em 1980 destacam-se as exposições na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, no "Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian", em Paris, e na "Maison de la Culture - André Malraux", em Reims. Manuel Cargaleiro participa no "Primer Encuentro - Taller Creativo de Artistas de América Latina, España y Portugal", que se realizou em Jerusalém - Israel, entre 19 e 28 de março de 1985, promovido pelo "Instituto Central de Relaciones Culturales Israel - Ibeoramérica, España y Portugal". No ano de 1995 executa painéis de azulejos em diversos locais públicos em Portugal, como também para a estação de metro "Champs-Élysées - Clemenceau", em Paris. Em 1999, é-lhe atribuído o primeiro prémio do concurso internacional “Viaggio attraverso la Ceramica”, em Vietri sul Mare, na província de Salerno, colocando-o como grande referência artística em Itália tendo em 2004 inaugurado o "Museo Artistico Industriale di Ceramica Manuel Cargaleiro", que no ano de 2015 se instala em Ravello, como "Fondazione Museo Manuel Cargaleiro". Em 2016 Manuel Cargaleiro está representado em permanência na "Helene Bailly Gallery", em Paris. Em março expõe "Cerâmica de Manuel Cargaleiro", na "Ap'Arte - Galeria de Arte" no Porto e participa nas coletivas promovidas pela "Helene Bailly Gallery", na "Art Paris Art Fair 2016" e no espaço da galeria situado na "71 rue du Faubourg-Saint-Honoré", Paris. Em maio apresenta a exposição "A Essência da Cor" na Casa de Artes e Cultura do Tejo, no âmbito do 10.º aniversário do equipamento cultural de Vila Velha de Ródão. Em 17 de junho apresentou com o Arquiteto Álvaro Siza Vieira a exposição inaugural "A Essência da Forma", na "Oficina de Artes Manuel Cargaleiro", projeto arquitetónico da autoria do Arquiteto Siza Vieira no Seixal. Em março de 2017 inaugura, no Museu Cargaleiro em Castelo Branco, a exposição comemorativa do seu 90.º aniversário, intitulada "Cargaleiro e Amigos". “Comecei a minha vida de artista como ceramista e sou ceramista mesmo quando faço pintura a óleo. Não consigo imaginar uma coisa sem a outra. As minhas duas práticas, claro que se influenciam mutuamente. Não posso esquecer todos os meus conhecimentos sobre a história da faiança ou sobre a decoração mural quando pinto, assim como não esqueço a minha cultura pictórica quando crio em cerâmica. Está tudo muito ligado, e é isso que constitui a minha especificidade. Eu não copio os meus quadros nos azulejos: pinto diretamente sobre a faiança, sem desenho prévio, como numa tela.” Manuel Cargaleiro

 

 
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Entrada actualizada el el 04 may de 2021

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