Nacimiento: 1957 en São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Residencia: Reside en São Paulo, Sao Paulo, Brasil
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Publicada el 24 ago de 2016      Vista 161 veces

Descripción del Artista

La Pintura de Marlene de Andrade Ella tiene su vasta experiencia profesional y tiene la innata vocación del color. Para el pintor, esta vocación es equivalente al don de la afinación natural del músico. Para ser la pintora que es hoy, Marlene de Andrade combinó su experiencia con la xilografía, la cerámica, el estudio de la pintura, el ejercicio de la diseñadora textil en la creación de moda y decoración, y la observación precisa de las obras de Van Gogh, Picasso, Miró, Matisse, Magritte y Jean Cocteau. Ella ha estado pintando durante casi medio siglo, y cuando pinta, su experiencia en campos tan diversos es útil para ella en la composición, en el uso del espacio y especialmente en el uso del color, donde se siente segura y confortable. Sus composiciones, por ejemplo, utilizan elementos realistas, arabescos, planos rectilíneos, detalles ornamentales, flores, árboles, vectores, elementos arquitectónicos y relojes que marcan el tiempo, pero el clima que resulta de estos usos es surrealista, es un clima pictórico personal, donde todos estos elementos se entrecruzan y alternan con peces, botellas, cuerpo y cara humanos, y formas abstractas, coexisten en una dinámica que se asemeja a la realidad objetiva pero la trasciende para construir un mundo poético y onírico que emerge gracias al color, aún más a la planificación de las composiciones. Por cierto, hay que decir que las formas mismas nacen del uso del color. Estas formas a veces se dibujan, pero generalmente surgen del flujo de color. Marlene no solo usa el color para dibujar líneas y formas, sino que las formas mismas surgen del color a medida que se expande con pintura acrílica sobre la superficie del lienzo. Incluso cuando se inspira en algunos íconos de Leonardo da Vinci, flotan en el espacio debido a la autonomía del color. ¿Y de qué color es Marlene, que es capaz de construir un universo lúdico y poético? Es un color siempre sutil, ligero y delicado, aplicado con escrúpulos, cuidado, en semitonos etéreos. Es de un color muy intenso, donde los tonos de naranja conviven junto a los verdes líquidos, los azules diáfanos, las variantes marrón tierra y los tonos lavanda. Aunque las pinturas son acrílicas aplicadas al lienzo, gotean tan ligeramente que incluso se parecen a las transparencias de gouache y acuarelas sobre papel artesanal. Las formas reales o abstractas resultan más de los rastros y volúmenes que provienen de la paleta que del dibujo, en general, y evolucionan en el espacio como composiciones de un mundo irreal e imaginario que se deriva de la vida cotidiana pero que se cierne sobre él, gracias a la fantasía. que solo el color puede dar cuando se trata con intuición creativa y pinceles disciplinados. José M Neistein – Crítico de Arte São Paulo Brasil Marzo 2019 ----------------------------------------------------------------- Versão em Português: A Pintura de Marlene de Andrade Ela tem sua vasta bagagem profissional e tem a vocação inata da cor. Para o artista plástico pintor, essa vocação equivale ao dom da afinação natural do músico. Para ser a pintora que é hoje, Marlene de Andrade conjugou sua experiência com a xilogravura, a cerâmica, o estudo da pintura, o exercício da designer têxtil na criação de moda e decoração, e a observação, com acuidade, das obras de Van Gogh, Picasso, Miró, Matisse, Magritte e Jean Cocteau. Ela pinta há quase meio século, e quando pinta, suas tarimbas em campos tão diversos lhe são úteis na composição, no uso do espaço, e principalmente no uso da cor, onde ela se sente segura e à vontade. Suas composições, por exemplo, usam elementos realistas, arabescos, planos retilíneos, pormenores ornamentais, flores, árvores, vetores, elementos arquitetônicos e relógios que marcam o tempo, mas o clima que resulta desses usos é surreal, é um clima pictórico pessoal, onde todos esses elementos entrecruzados e alternados com peixes, garrafas, o corpo e o rosto humanos e formas abstratas, convivem numa dinâmica que lembra a realidade objetiva, mas que a transcende para construir um mundo onírico, poético, que emerge graças à cor, ainda mais do que graças ao planejamento das composições. Aliás, é forçoso dizer que as próprias formas nascem do uso da cor. Essas formas são algumas vezes desenhadas, mas geralmente surgem do fluxo da cor. Marlene não só usa a cor para desenhar as linhas e as formas, como as próprias formas nascem da cor, à medida que ela se expande com a tinta acrílica sobre a superfície da tela. Mesmo quando ela se inspira em alguns ícones de Leonardo da Vinci, eles flutuam no espaço em virtude da autonomia da cor. E, em que consiste essa cor de Marlene, que é capaz de construir um universo lúdico e poético? É uma cor sempre sutil, leve e delicada, aplicada com escrúpulos, cuidado, em semitons etéreos. É uma cor muito dela, onde os tons de laranja coabitam lado a lado com os verdes líquidos, os azuis diáfanos, as variantes dos marrons-terra e os tons de lavanda. Embora as tintas sejam acrílicas aplicadas sobre telas, elas escorrem tão leves que chegam a lembrar as transparências dos guaches e das aquarelas sobre papéis artesanais. As formas reais ou abstratas resultam mais dos traços e dos volumes oriundos da paleta que do desenho, de maneira geral, e evoluem no espaço como composições de um mundo irreal, imaginário, que deriva do cotidiano, mas que paira sobre ele, graças à fantasia que só a cor é capaz de dar, quando tratada com intuição criativa e pincéis disciplinados. José M Neistein – Crítico de Arte São Paulo, Brasil Março de 2019

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