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Paulo Damião, First attemp to become a landscape, 120x100 cm, óleo sobre tela, 2019 — Cortesía de Arte Periférica
18
may 2020
08
jul 2020

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Cuándo: 18 may de 2020 - 08 jul de 2020
Inauguración: 18 may de 2020
Precio: Entrada gratuita
Dónde: Arte Periférica / Centro Cultural de Belém. Loja 6 / Lisboa, Portugal
Organizada por: Arte Periférica
Artistas participantes: Paulo Damião
Enlaces oficiales Web 
Publicada el 19 may de 2020      Vista 38 veces

Descripción de la Exposición

“Sonho-me às vezes rei, n'alguma ilha, Muito longe, nos mares do Oriente, Onde a noite é balsamica e fulgente E a lua cheia sobre as aguas brilha…” em Sonho Oriental, de Antero de Quental. Esta exposição surge como resultado de uma viagem que fiz a uma ilha, a Irlanda. É, também, naturalmente, o reflexo do efeito que este percurso físico, emocional e espiritual teve em mim. Isto, talvez, pode ter sido proporcinado por já pertencer a uma outra ilha; a ideia abstrata de já lá ter vivido em tempos, mesmo sem isso nunca ter acontecido, numa espécie de catarse, um sentimento ancestral de pertença. Esta viagem alertou-me para mais questões do que respostas. Somos todos ilhas e dentro delas a fragilidade de quase sempre sermos o seu único ilhéu. Reconheci rostos e paisagens; revi conhecidos/ desconhecidos, cheiros, casas, a cozinha de conforto. Revivi a poética de pertencermos a um lugar. Viver numa ilha é, ao mesmo tempo, resistir ou deixar-se seduzir pelo seu horizonte e ter a ideia de fuga e refúgio nas mesmas proporções, envolvida no mesmo desejo. Um ilhéu é um sobrevivente de si próprio, todos os dias. Uma ilha é como uma mãe, ora com mil braços até ao coração, ora com mil setas até o endurecer ou ferir. Paulo Damião

Actualizado

el 19 may de 2020