Conservação e prevenção de arte contemporânea: controlo integrado de infestações
Evento finalizado
16
sep 2011
Sin fecha

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Dónde: Museu de Arte Contemporânea de Serralves / Rua D. João de Castro, 210 / Oporto, Porto, Portugal
Cuándo : Desde 16 sep de 2011
Precio: Entrada gratuita
Organizada por: Museu de Arte Contemporânea de Serralves
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Publicada el 03 jun de 2014      Vista 92 veces

Descripción de la Formación

Uma rara oportunidade para partilhar experiências de diferentes profissionais que adquiriram conhecimento e competências através da investigação sobre o impacto dos vários agentes biológicos nas mais variadas colecções de arte ou de outra natureza, cujos objectos são testemunhos do Património Cultural da Humanidade.

 

Dirigido a profissionais da área da museologia, investigadores, professores e alunos de cursos de artes visuais e restauro e público interessado, em geral, nas questões relacionadas com a conservação e preservação do património cultural.

 

 

 

AS TEMÁTICAS

 

 

O IMPACTO DOS BIOAGENTES SOBRE A ARTE CONTEMPORÂNEA - MARY LOU FLORIAN, ROYAL BRITISH COLUMBIA MUSEUM (CAN)

 

A arte contemporânea engloba os trabalhos produzidos desde os anos 60 e 70 do século passado. Actualmente, a arte contemporânea inclui pinturas, objectos tridimensionais - estáticos e em movimento -, lixo e todo o género de electrónica, fotografia e organismos vivos, incluindo pessoas. Uma obra de arte pode ser tão simples como uma casca de banana, ou tão complexa como uma instalação que enche uma galeria inteira, ou uma paisagem exterior. Muitas vezes, as obras são fabricados utilizando novos materiais orgânicos e sintéticos -- por exemplo, placas de fibra, acrílicos e plásticos maleáveis, etc., que apresentam maiores problemas em termos de estabilidade na conservação.

 

Outros elementos utilizados nestas obras incluem materiais orgânicos naturais, comuns, como madeira, papel, têxteis etc., e também materiais invulgares, como excrementos de elefante, guloseimas, frutas, vegetais, pombos vivos, etc. Estes materiais invulgares apresentem problemas no que se refere à estabilidade e também um problema grande em termos de bioagentes - insectos e biofilme que criam microrganismos - a bactéria Archaea, fungos, algas e líquenes.

 

Os materiais podem ser contaminados por estes organismos, ou atraí-los, e assim podem criar micro-ambientes nos quais estes organismos podem crescer. Estes bioagentes podem ter um impacto permanente sobre a arte contemporânea. Insectos e microrganismos podem causar vários danos - tornando uma obra de arte instável e, eventualmente, representado um risco físico para os visitantes.

 

Alguns microrganismos podem causar danos estéticos, devido a manchas e descoloração dos materiais; outros, podem constituir um risco para a saúde pública. Os insectos podem impregnar o material com odores que atrairão outros insectos. Vamos analisar em pormenor estes organismos e os danos que podem causar. Apesar de as obras de arte poderem ter grandes dimensões, ou utilizarem suportes invulgares, envolvendo outras variantes, algumas medidas preventivas podem reduzir significativamente o impacto dos bioagentes. Estas medidas serão discutidas juntamente com uma avaliação dos respectivos riscos, num debate sobre os aspectos éticos.

 

 

 

MICRORGANISMOS NO MUSEU: PORQUE DEVERÍAMOS PREOCUPAR-NOS COM O QUE FLUTUA NO AR - PATRICIA MOREIRA DA COSTA, ESCOLA SUPERIOR DE BIOTECNOLOGIA, UCP (PT)

 

A arte contemporânea, dado os constrangimentos inerentes à utilização dos diferentes materiais e técnicas, nomeadamente à utilização de combinações de materiais invulgares na mesma obra, é extremamente sensível e vulnerável aos ataques de microrganismos.

 

A invasão e a consequente biodeterioração da arte contemporânea, causada por microrganismos, como fungos, bactérias e microalgas, tem impacto sobre um grande leque de agentes culturais - por exemplo, os museus privados e nacionais, as galerias e os coleccionadores de arte. O estudo de populações microbiais em pinturas e no ambiente, através da utilização de estratégias especificas para a colheita de amostras e da aplicação de metodologias de biotecnologia, pode ajudar os investigadores a caracterizar o perfil do ambiente microbial de cada museu.

 

Devido a questões de clima e à localização dos museus, nem sempre é fácil implementar estratégias clássicas de conservação, além de que os investigadores que utilizam biotecnologias aliadas ao conhecimento popular, estão determinados a desenvolver estratégias inovadoras para efeitos de conservação.

 

 

 

NOVAS ABORDAGENS À GESTÃO INTEGRADA DE INSECTOS EM PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO E EM COLECÇÕES DE ARTE - DAVID PINNIGER, DBP ENTOMOLOGY (UK)

 

As novas abordagens à gestão integrada de insectos incluem a utilização de Zonas de Risco em edifícios e colecções, a fim de determinar as principais prioridades de acção. A monitorização dos insectos, utilizando armadilhas pegajosas é um método actualmente reconhecido como um dos componentes-chave na gestão integrada de insectos. A disponibilidade de feromonas que atraem a traça da roupa (Bisselliella de Tineola) tem transformado a nossa capacidade para detectar este insecto numa fase ainda precoce e, assim, mapear os principais focos de infestação.

 

O desenvolvimento e apuramento de técnicas de tratamento utilizando meios físicos, incluindo anóxia, congelamento e aquecimento, tem facultado aos museus diversas opções seguras, capazes de matar todos os insectos encontrados nos objectos de arte. Utilizando estas técnicas em programas de gestão integrada de insectos, deverá assegurar que, no futuro, as nossas colecções são preservados com toda a segurança.

 

 

 

O QUE ESTÁ A COMER A MINHA COLECÇÃO? UMA INTRODUÇÃO À GESTÃO INTEGRADA DE INSECTOS - JANE THOMPSON WEBB, SV LIFE SCIENCES (UK)

 

Para os insectos, as colecções dos museus constituem uma fonte de alimentação aliciante. Historicamente, combater a ameaça dos insectos tem sido um processo reactivo, respondendo aos problemas que surgem. A gestão integrada de insectos constitui um processo pró-activo de inspecção, identificação e tratamento. O objectivo é prevenir o surto de infestações e garantir que os insectos são correctamente identificados, a fim de evitar tratamentos desnecessários e dispendiosos e favorecer as formas de tratamento que não danificam as colecções, o pessoal ou o ambiente.

 

Esta apresentação vai descrever os processos envolvidos num programa de gestão integrada de insectos e analisar alguns dos tipos de insectos tipicamente encontrados nos museus.

 

CONTROLO INTEGRADO DE INFESTAÇÕES NO MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA - JOANA AMARAL, MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA (PT)

 

O programa de controlo integrado de infestações do Museu Nacional de Etnologia foi sendo desenvolvido, desde 2001, na sequência da implementação de melhorias que têm como objectivo uma melhor preservação do acervo. A desinfestação anual, que era então o único meio de controlo da presença de insectos e de outros organismos no Museu, apresentava graves insuficiências, uma vez que não garantia a prevenção de danos causados por ataque biológico no acervo.

 

São apresentadas as diversas medidas integradas, com particular relevância para as acções de monitorização que actualmente constituem este programa, e que permitem que o Museu assuma uma atitude preventiva em vez de apenas reagir quando detectados problemas.

 

Enquadrado no Plano de Conservação Preventiva, este programa de controlo integrado de infestações é actualmente um dos seus principais eixos de actuação.

 

Actualizado

el 26 may de 2016

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