DE SURPRESA NO MUNDO
Evento finalizado
10
jun 2017
29
jul 2017

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Cuándo: 10 jun de 2017 - 29 jul de 2017
Inauguración: 10 jun de 2017 / 11:00
Horario: De segunda a sexta, das 11h às 19h, sábados das 11h às 15h
Dónde: Galeria Estação / R. Ferreira Araújo, 625 - Pinheiros / São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Comisariada por: Ronaldo Brito
Organizada por: Galeria Estação
Artistas participantes: Cícero Alves dos Santos - Véio
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Teléfonos: 11.3032-1599
Correo electrónico: marcy@pooldecomunicacao.com.br
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Publicada el 05 jul de 2017      Vista 84 veces

Descripción de la Exposición

Quando a Galeria Estação fez 10 anos, em 2014, comemorou seu aniversário com exposição e publicação dedicadas a Cícero Alves dos Santos, o Véio (1948, Nossa Senhora da Glória – SE). Nada poderia ser mais representativo, pois, desde a sua inauguração há 12 anos, a galeria trabalha no sentido de diluir a fronteira que separava artistas não eruditos do circuito da arte contemporânea brasileira. A obra de Véio é resultado significativo desse processo, que culminou com uma grande individual do artista em Veneza, paralelamente à 55ª Bienal, depois de o escultor ter conquistado a Fundação Cartier, em Paris, onde participou da exposição comemorativa dos 30 anos da instituição francesa, ao lado de outros brasileiros contemporâneos, como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes. Agora, sob a curadoria de Ronaldo Brito, a Galeria Estação realiza Véio - De Surpresa no Mundo, título cunhado pelo crítico em seu texto concebido para a exposição, que já foi apresentada em abril no Rio de Janeiro, por meio de uma parceria entre a Galeia Estação e a carioca Gustavo Rebello. Para Brito, a obra de Véio traduz o ideal moderno da autossuficiência da forma: “ela sustenta a sua surpresa estética como se quisesse aparecer, de novo e sempre, pela primeira vez”. Ressalta ainda que, pelo aspecto disforme do trabalho, muitas dessas figuras mereceriam se incluir na categoria do Grotesco, mas pela divertida economia de meios, espontaneidade com que vêm a ser e certo tônus vital descontraído, ele prefere a rubrica do Pitoresco. As cerca de 11 esculturas reunidas na mostra trazem troncos, galhos e raízes que já têm presenças próprias, nas quais Véio apenas intervém pontualmente, esculpindo ou pintando, para tornar mais explícitas as figuras e formas que vislumbra naqueles elementos naturais. Como destaca Brito, as cores são fundamentais na obra do artista. “E não apenas porque se mostram abertas, sem nuances ou matizes, extrovertidas e vibrantes, aptas a competir com a luz brutal do sertão, mas também por aturar de maneira substantiva na definição do corpo da escultura, caracterizando a sua personalidade”. Para o crítico, as cores promovem ainda a interação entre as partes das peças de modo a torná-las um Todo descontínuo moderno. “As esculturas não se resumem a simples figuras projetadas contra um fundo neutro. Elas reagem a seu entorno, acontecem no mundo”, completa. Assim como muitos de seus conterrâneos, o escultor recebeu seu nome em homenagem a Padre Cícero. Já o apelido surgiu porque ele gostava muito de escutar as conversas das pessoas mais velhas. Autodidata, Véio admirava a cultura popular desde criança, quando começou a executar suas primeiras peças em cera de abelha. A relação intensa com seu meio fez o artista criar, ao lado de seu ateliê, localizado no interior sergipano, um “Museu do Sertão”. Muitos dos objetos recolhidos no museu testemunham o embate do homem do campo com a natureza. São chapéus de couro, utensílios domésticos, maquinas rústicas, roupas e acessórios que fazem parte da vida do sertanejo.

Actualizado

el 07 jul de 2017

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