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Diálogo Concreto – Kazmer Fejer e Lothar Charoux: virtualidades ópticas
21
oct 2020
27
nov 2020

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Cuándo: 21 oct de 2020 - 27 nov de 2020
Inauguración: 20 oct de 2020 / 15 - 21 h.
Horario: de lunes a viernes de 10 a 19 h.
Precio: Entrada gratuita
Dónde: Galería Berenice Arvani / Rua Oscar Freire, 540, Cerqueira César / São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Organizada por: Galería Berenice Arvani
Artistas participantes: Kazmer Féjer, Lothar Charoux
Enlaces oficiales Web 
Publicada el 15 oct de 2020      Vista 13 veces

Descripción de la Exposición

Galeria Berenice Arvani explora a produção artística no pós-guerra em Diálogo Concreto. Mostra traça um panorama da carreira dos europeus Kazmer Fejer e Lothar Charoux, que escolheram o Brasil para viver e desenvolver suas carreiras artísticas. Um grupo que marcou a história das artes visuais no Brasil teve como dois de seus protagonistas o húngaro Kazmer Fejer e o austríaco Lothar Charoux. Os europeus, que chegaram ao Brasil no contexto pós-guerra e fizeram do país terreno fértil para suas produções, têm uma exposição dedicada na Galeria Berenice Arvani, a partir de 20 de outubro. Diálogo Concreto, com curadoria de João J. Spinelli, revela o concretismo e o cinetismo como parte do legado dos dois artistas. O diálogo entre Fejer e Charoux acontece no pioneirismo na op-art. Juntos, buscaram a síntese formal da arte e, posteriormente, convergiram esteticamente por intermédios de suas propostas ópticas que aparecem tanto na produção tridimensional, quanto na bidimensional. Pautados pelo construtivismo russo e pelas vanguardas históricas da primeira metade do século XX, inspiraram-se também nos princípios da Gestalt e da Escola Bauhaus - que serviram como substrato não apenas para a produção de Fejer e Charoux, mas também para o Brasil, que na época vivia uma fase de transformação. O objetivo estético do grupo de artistas era um só: encontrar uma linguagem capaz de integrar diferentes produções. “Eliminar a subjetividade, subtrair todos os elementos ornamentais, ressaltar não somente os procedimentos técnicos essenciais, reforçar o distanciamento de uma arte intimista e extinguir todos os traços de individualismo”, complementa o curador João J. Spinelli. Juntos, foram selecionados para a I Bienal de Arte de São Paulo (1951), em um movimento que rompeu definitivamente com o convencionalismo estético que imperava no Brasil da época. Ao lado de Luiz Sacilotto, Anatol Wladislaw, Waldemar Cordeiro, Leopold Haar e Geraldo de Barros organizaram-se em um grupo conhecido posteriormente como Ruptura – conjunto de artistas criado em 1952 que marcou o início do movimento de arte concreta em São Paulo. A mostra, que reúne ao todo 33 obras raríssimas, sendo sete de Fejer e 26 de Charoux, acontece como uma forma de evidenciar a ampla importância que tiveram na história da arte. Pintor e escultor, o húngaro Kazmer Fejer relacionou-se com jovens artistas da vanguarda francesa e, mais tarde, com a cena artística de Montevidéu, no Uruguai. Quando estabeleceu residência fixa no Brasil, passou por uma transformação estética que o encaminhou para uma pintura não figurativa, abstracionista e mais geometrizada. Mais adiante, teve o suporte substituído pela escultura em um novo pensamento sobre arte, desta vez, mais aliado à ciência. Com sete objetos cinéticos, que revelam um olhar muito à frente de seu tempo, Fejer tem seu legado apresentado por meio de sua produção da década de 1970 - quando se apropriou de um material inusitado, plexiglass, que protagoniza suas peças na mostra. Lothar Charoux transferiu-se de Viena para o Brasil aos 16 anos e, mais tarde, iniciou na técnica de pintura pelo Liceu de Artes e Ofícios, tendo como mentor Waldemar da Costa. À princípio, ganhou espaço no expressionismo, até alcançar o abstracionismo para depois iniciar a fase de geometrização, que teve como ápice uma simplificação formal e colorística - característica que prevaleceu até o fim de sua vida e produção artística. Disciplinado e exigente com a técnica, Charoux não abria mão de exercícios e estudos preliminares antes de executar uma obra. “Sempre pesquisaram novas possibilidades formais lineares ou tridimensionais, investigações plásticas que tinham como marco a objetividade e a inteligibilidade, para eles só encontrada por meio da matemática e da geometria”, pontua Spinelli. Para o curador, o teor tecnicista, o uso de formas geométricas e a racionalidade em processos mecânicos não foram aceitos de imediato pela crítica, mas foram capazes de revolucionar a arte. “Décadas depois, o movimento Concretista é considerado um marco importante, pois junto da Semana de Arte Moderna de 1922, configura-se como um dos momentos transformadores das artes visuais brasileiras do século XX”, finaliza.

Actualizado

el 15 oct de 2020
Desde 01 nov
Exposición Online.

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