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Evento finalizado
09
nov 2018
22
dic 2018

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Cuándo: 09 nov de 2018 - 22 dic de 2018
Inauguración: 09 nov de 2018
Precio: Entrada gratuita
Dónde: Galería Pedro Cera / Rua do Patrocínio, 67 E / Lisboa, Portugal
Organizada por: Galería Pedro Cera
Artistas participantes: Ana Manso
Enlaces oficiales Web 
Publicada el 21 nov de 2018      Vista 17 veces

Descripción de la Exposición

A Galeria Pedro Cera tem o prazer de apresentar a quarta exposição individual de Ana Manso (Lisboa, 1984) na galeria. Conhecida pelas suas telas vibrantes e abstractas e por fazer uso do tempo como elemento crucial do seu processo de pintura por acumulação de camadas, as pinturas de Manso são uma sucessão de espaços de tempo suspensos, fundindo superfícies e transparências para permitir o surgimento de encontros, aparentemente inesperados, de cor, forma e conteúdos dispersos. À semelhança da primeira pintura da exposição (Agar, 2018), que esconde o título desta por trás de camadas semi-transparentes de tinta e formas orgânicas reminiscentes de desenho japonês, a maior parte das obras acolhem um mundo oculto de pequenas falhas, acidentes e desvios na linha de pensamento. Ao passo que o tempo, enquanto método de pintura, ocupa uma posição central na prática da artista, a superfície é um elemento igualmente importante e complementar. Mesmo nas suas breves aventuras e incursões por outros media (habitualmente, nunca durando mais do que uma tarde de inverno), o impulso para explorar as possibilidades ilimitadas e ao mesmo tempo delimitadas de uma superfície (vazia) sempre foi constante e uma tentação para a artista. Para Manso, uma superfície é um lugar onde a abstração se encontra com a vida quotidiana. Um espaço de possibilidade e encontro, onde a imprevisibilidade do acaso é orquestrada por uma selecção consciente dos ingredientes certos. O seu processo de pintura é, deste modo, uma combinação de decisões conscientes e inconscientes. Ao passo que a escolha da superfície, no sentido da instalação de uma determinada pintura, tem sido uma preocupação assumida para a artista há já algum tempo (os seus murais servem aqui apenas como um de muitos exemplos), a superfície, enquanto textura, é um novo elemento na sua prática. Testando os limites da abstracção através da imitação de materiais (superfícies), apropriados do quotidiano — neste caso uma série de pinturas amarelas que simulam uma superfície de madeira, com imagens de ingredientes culinários coladas (Diáriamente, 2018), inspirada por um acto de “desobediência criativa”, uma intervenção personalizada no display de um restaurante de noodles em Nova Iorque feita por um visitante anónimo —, Manso não aborda apenas a linha ténue e cada vez mais fraca entre abstracto e figurativo, entre o artificial e o real, mas também a liberdade e a natureza rica e variada da expressão artística. Assegurando-se de que estão fisicamente separados, a artista usa estes motivos imitados/apropriados enquanto elemento e cenário arquitectónico e como forma de produzir um ritmo para a observação das suas pinturas na exposição. A introdução da representação de ingredientes culinários realça, assim, o animismo, característico dos microcosmos de formas e configurações específicas da recente série de obras inspiradas na natureza. Longe de qualquer classificação racional, a natureza orgânica e microcósmica das pinturas de Manso lembram-nos um esfregar de olhos. Flashes de cor e formas são projectados no interior das nossas pálpebras, alguns evocativos de objectos conhecidos e outros puramente abstractos. A tensão entre ambos cria a necessidade de explorar a profundidade destas pinturas, uma profundidade que já não é produzida pelas diversas camadas de tinta, mas por uma densidade e impenetrabilidade da superfície trabalhada, atraindo sobre si o olhar. A possibilidade sedutora de interpretação inerente a estas pinturas gera, no entanto, um outro tipo de leitura. Uma leitura que, em vez de uma conclusão e de um esquema puramente racional, é dirigida para uma liberdade de associação que nos aproxima da vida. - - - - - - - - - - - Ana Manso é licenciada em Artes Plásticas - Pintura, Pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. O seu trabalho foi exposto no Museu Serralves (Porto), Matadero Madrid (Madrid), FUTURA Centre for Contemporary Art (Praga), Spike Island (Bristol), Chiado 8 – Arte Contemporânea (Lisboa), Museo Nazionale di Capodimonte (Nápoles), Fondazione Rivolidue (Milão) ou Museu da Electricidade (Lisboa) entre outros. Os seus trabalhos fazem parte da coleção do Museu Serralves (Porto), Museu de Arte Contemporânea de Elvas (Elvas, Portugal) ou da Câmara Municipal de Lisboa (Lisboa) entre outras.

Actualizado

el 21 nov de 2018

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