Enseña tus OBRAS en ARTEINFORMADO. ¡Cada día, más personas las miran!
Andrea Santolaya. Isolado
01
oct 2020
16
ene 2021

Compártelo

Cuándo: 01 oct de 2020 - 16 ene de 2021
Inauguración: 01 oct de 2020 / 14 - 19 h
Horario: De lunes a sábado de 14 a 19 h.
Precio: Entrada gratuita
Dónde: Fonseca Macedo / Rua Manuel Augusto Amaral / Ponta Delgada, Azores, Portugal
Organizada por: Fonseca Macedo
Artistas participantes: Andrea Santolaya
Etiquetas:
Eventos relacionados: Isolado
Publicada el 21 sep de 2020      Vista 62 veces

Descripción de la Exposición

La exposición está formada por un conjunto de fotografías de 60x90 cm. y de 40x60 cm.. Todas las imágenes de este proyecto fueron captadas en puntos de la isla de São Miguel, integrando el Programa de Residencias Artísticas de Pico do Refúgio. ___________ Uma Realidade Verdadeira A primeira surpresa vem-nos do facto de a fotógrafa Andrea Santolaya não se ter deixado tentar pelas belezas azuis de céu e mar, nem pelos verdes absolutos da terra. Nos Açores, tudo resplandece e nos encanta: as verdes paisagens costeiras e litorais, as montanhas e as brumas, os bosques de incenso e criptoméria, estradas e caminhos que nos levam consigo, as mais belas lagoas do mundo e as suas lendas de amores contrariados. A outra surpresa é a sua arte de ver – um olhar a preto e branco e com a finura penetrante da vida, das pessoas e das suas artes e ofícios quotidianos. Sinal de que pode haver equívocos e até falsidades nas mil cores das ilhas. Olhadas na sua ilusão colorida, a beleza delas pode afinal ser a madrasta dos seus habitantes, quantas vezes ignorados por quem os visita. É no preto e no branco que reside a verdade perfeita dos pequenos e grandes mundos. Pomos os olhos nos rostos e nas mãos que trabalham, e eis a razão da existência das pessoas no lugar onde vivem. E então cremos tanto na sua condição açoriana como na universalidade do género humano. Nem todos os povos se podem orgulhar das baleias que cruzam os seus mares quentes e tranquilos, passando tão perto das casas e da terra à vista; nem dos barcos que entram e saem da ilha que os abriga, indo até à linha do horizonte em busca dos mundos que estão para além do que nos pertence. A vida são os rostos duros dos pescadores em terra, o olhar pensativo e sonhador das meninas do mar, marinheiras, talvez filhas e netas dos donos dos barcos atracados ao cais, à chuva. E há mulheres que cantam à hora da missa, e homens peregrinos à porta das igrejas - os ditos “romeiros” que, durante a Quaresma, a pé, numa semana dão a volta à ilha rezando, pedindo o perdão dos pecados. E eis a imagem do homem deitado no banco do Campo de São Francisco, onde se matou com dois tiros na boca o maior poeta dos Açores, Antero de Quental. O doente de angústia e metafísica que não encontrou o sentido da vida e do mundo. Não sei se o homem da foto dorme sob o signo da âncora e da esperança, ou se está ele próprio em agonia na morte do outro, o poeta da transcendência e da luz perpétua. Do que eu tenho a certeza é do profano e do sagrado, do espírito e da fé, os antídotos da contingência e da nossa efemeridade sobre a terra. É o que me dizem os olhos, a sensibilidade e a arte fotográfica de Andrea Santolaya – ao trazer até nós a realidade verdadeira da gente dos Açores. João de Melo

Actualizado

el 19 nov de 2020
Compártelo

¡Suscríbase y reciba regularmente nuestro Boletín de Noticias del Mercado del Arte!

Suscribirme