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Ana Linhares — Cortesía de Kubikgallery
Evento finalizado
30
nov 2018
27
ene 2019

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Cuándo: 30 nov de 2018 - 27 ene de 2019
Inauguración: 29 nov de 2018 / 22:00
Dónde: Museu de Arte Contemporânea de Serralves / Rua D. João de Castro, 210 / Oporto, Porto, Portugal
Comisariada por: Filipa Loureiro
Organizada por: Museu de Arte Contemporânea de Serralves
Artistas participantes: Ana Linhares, Carlos Arteiro, Maria Trabulo
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Publicada el 06 nov de 2018      Vista 25 veces

Descripción de la Exposición

O Museu de Serralves e o NOVO BANCO inauguram a 29 de novembro a exposição NOVO BANCO Revelação 2018, uma mostra coletiva dos trabalhos inéditos da artista vencedora do Prémio NOVO BANCO Revelação 2018, Maria Trabulo e dos três artistas finalistas Carlos Arteiro, Ana Linhares e Colectivo Sem Título 2018. O Prémio NOVO BANCO Revelação é uma iniciativa do NOVO BANCO em parceria com a Fundação de Serralves, que já distinguiu 41 artistas e tem como objetivo incentivar a produção e criação artística de jovens talentos, até 30 anos, tendo por base uma lógica de divulgação, lançamento e apoio a todos os artistas que recorram ao meio da fotografia. O Júri do Prémio NOVO BANCO Revelação 2018 foi composto por Anna Gritz – curadora no KW (Instituto para a arte contemporânea, Berlim) –, Filipa Loureiro e Ricardo Nicolau – curadora e adjunto do diretor do Museu de Serralves –, e Rita Vitorelli, editora-chefe da revista Spyke Art. A atribuição do Prémio a Maria Trabulo deveu-se, segundo o júri, ao caráter aturado e idiossincrático das pesquisas da artista, que a levam no projeto com que concorreu ao NOVO BANCO Revelação a questionar a relação da fotografia com os limites da memória humana – lembremo-nos que ela é fundamental na constituição de arquivos, para práticas de preservação e enquanto ferramenta arqueológica. Segundo este júri, todos os artistas manifestam uma abordagem à fotografia que amplia o alcance e as possibilidades deste meio na arte contemporânea – por exemplo em projetos relacionados com a memória da herança colonial portuguesa (Ana Linhares), ou que baralham noções de autoria e de identidade (coletivo Sem Título 2018), ou que partem da fotografia para explorar noutros meios, nomeadamente a pintura e o vídeo, o caráter impessoal, mecânico, da prática fotográfica (Carlos Arteiro). Para além da exposição que permanecerá em Serralves até 27 de janeiro de 2019, os artistas receberam uma bolsa de produção para a concretização dos projetos que apresentaram a concurso. A laureada Maria Trabulo será também distinguida com a edição de uma publicação monográfica sobre o seu trabalho, a lançar no dia da inauguração da exposição. Este projeto é coordenado por Filipa Loureiro, curadora e Ricardo Nicolau adjunto do diretor do Museu. Sobre a vencedora: Maria Trabulo vive e trabalha entre o Porto e Viena. Mantém uma prática artística quer individual como em coletivo, tendo realizado várias exposições em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho tem sido premiado por instituições internacionais relevantes e tem desenvolvido várias colaborações com profissionais do campo das artes, arquitetura e artes performativas. Concluiu o mestrado em Art & Science pela Academia de Artes Aplicadas de Viena e possui uma licenciatura em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e pela Academia de Belas Artes da Islândia. Sobre os finalistas: Ana Linhares O projecto de Ana Linhares, composto por uma projeção vídeo, várias fotografias e texto, testemunha a relação contemporânea com as muitas imagens a que acedemos diariamente, que arquivamos nos nossos computadores pessoais e que podemos manipular, transformar ou simplesmente associar a outras imagens, compondo autênticas narrativas visuais que desafiam a forma como são tradicionalmente contadas histórias a partir de iconografia – sejam a história da arte, das civilizações, de movimentos políticos, do colonialismo. No vídeo e nas fotografias vemos o desktop do computador da artista, com várias pastas e documentos que no vídeo o cursor do rato vai abrindo, revelando imagens de origem diversa – desde pinturas canónicas da história da arte ocidental a artefactos africanos, passando por fotografias relacionadas com a política do século XX e cenas capturadas pela própria artista – que se vão relacionando, estabelecendo sinapses muitas vezes inesperadas que potenciam leituras alternativas da História, que de certa forma nos obrigam a, nas suas palavras, “desaprender a História, tal como definida pela civilização ocidental”. No fundo, Ana Linhares opera uma desconstrução de narrativas estabelecidas, canónicas a partir das “possibilidades estéticas e interpretativas abertas por métodos de relacionar imagens.” Pergunta às tantas a artista: “Em que circunstâncias são estas imagens relacionadas? Terão sido estes objetos adquiridos a artesãos locais em antigas colónias ou num sistema de mercado mais complexo que alimente o gosto dos clientes ocidentais por culturas ‘exóticas’?” Carlos Arteiro O projecto de Carlos Arteiro parte do seu interesse pela Commedia dell’arte, uma forma de teatro que surge em Itália no século XV em que companhias itinerantes levavam determinadas variantes cénicas, principalmente comédia, a vilas e cidades. Os atores usavam máscaras que identificavam imediatamente personagens tão icónicas quanto o Arlequim e a Colombina. Estas máscaras, que deixavam a parte inferior do rosto descoberto, permitindo uma dicção perfeita e uma respiração fácil, ao mesmo tempo que proporcionavam o reconhecimento imediato da personagem pelo público, são o objeto das pinturas que Arteiro apresenta. Feitas com tinta de esmalte naval com uma pistola de ar comprimido, o processo que lhes deu origem revela uma tensão entre atos mecânicos, a repetição de gestos e o improviso – aparente contradição que é no fundo aquilo que interessa ao artista na Commedia dell’arte: a forma como este tipo de teatro associava estereótipos à liberdade da improvisação. Destaque-se ainda que uma descrição do processo que permite e origina as pinturas passa pela execução de modelos tridimensionais que depois são fotografados e tratados num programa de computador, denunciando exemplarmente a forma como são atualmente consumidas, produzidas, manipuladas e apresentadas imagens fotográficas. Colectivo Sem Título 2018 Vera Matias, Inês Pando e João Miguel Prata apresentam um trabalho que parte diretamente da sua experiência enquanto trabalhadores no Mercado Municipal de Matosinhos, e que testa a capacidade da fotografia para documentar e trazer a realidade para instituições museológicas. Dentro de caixas de esferovite comumente utilizadas para transportar produtos frescos até aos mercados – nomeadamente peixe – os artistas constroem autênticos relicários, que associam imagens fotográficas do Mercado feitas pelos próprios vendedores a objetos diversificados, que vão de iconografia religiosa e aparelhos de rádio a aventais envergados pelos vendedores e produtos frescos diretamente trazidos do Mercado, compondo uma paisagem visual e uma atmosfera simultaneamente popular e colorida, kitsch e religiosa, em que a energia do amadorismo, do faca-você-mesmo se sobrepõe aos expectáveis códigos profissionais, muitas vezes anémicos, bem-comportados e derivativos da arte contemporânea. Completa esta tentativa de trazer para o Museu de Serralves o ambiente do Mercado uma instalação sonora, em que a sons registados durante o seu quotidiano laboral se unem músicas e palavras saídas de aparelhos de rádio sintonizados em diferentes estações. Maria Trabulo The Reinvention of Forgetting [A reinvenção do esquecimento], o projeto que ocupou a artista nos últimos três anos e com que concorreu ao Prémio, questiona os limites da capacidade humana para esquecer e para lembrar, associando a destruição de imagens, obras de arte e artefactos que marcaram a Segunda Guerra Mundial e conflitos mais recentes (Síria), que por vezes tiveram origem na deposição de regimes políticos (Iraque, Egito), a questões associadas ao estatuto, classificação e restauro de obras de arte. Neste processo, foram essenciais as frequentes visitas ao Bode-Museum, museu em Berlim que detém uma parcela considerável das obras de arte destruídas durante a Segunda Guerra Mundial, e as conversas com os seus conservadores em que estes questionam o estatuto e as formas de apresentação das “obras” semidestruídas — serão ainda arte, exclusivamente, ou deverão ser encaradas como testemunhas privilegiadas da história do século XX? Também se revelou essencial para a artista o acesso à memória fotográfica e documentação existente de obras de artes desaparecidas proporcionado pelos seus contactos com a Factum Arte, uma empresa que se dedica ao registo de coleções de museus e de monumentos históricos em áreas onde eles estão em risco através de métodos inovadores de reprodução e restauro de artefactos e obras de arte, nomeadamente a digitalização através de scanners 3D.

Obras expuestas en Novo Banco Revelação 2018 (3 Obras)


Actualizado

el 29 nov de 2018

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