Exposición en Comporta, Setubal, Portugal

O Canto do Bode

Dónde:
Casa da Cultura da Comporta / R. Do Secador 8 / Comporta, Setubal, Portugal
Cuándo:
22 jun de 2021 - 29 ago de 2021
Inauguración:
22 jun de 2021
Horario:
De martes a viernes de 11 a 14 h. y de 16 a 21 h. Sábados y domingos de 10 a 14 h. y de 15 a 19 h.
Promociones arteinformado
Descripción de la Exposición
Alexandre da Cunha, Anderson Borba, Arnaldo de Melo, Caetano de Almeida, Cildo Meireles, Dalton Paula, Daniel Fagus Kairoz, Edu de Barros, Erika Verzutti, Ernesto Neto, Fernanda Gomes, Janaina Tschäpe, João Loureiro, João Maria Gusmão, Jorge Queiroz, Juan Araujo, Julião Sarmento, Kim Lim, Laura Lima, Leonor Antunes, Lucia Laguna, Luiz Zerbini, Manata Laudares, Marcius Galan, Marina Rheingantz, Marina Saleme, Mauro Restiffe, Michel Zózimo, Panmela Castro, Pedro Victor Brandão, Rebecca Sharp, Rivane Neuenschwander, Robert Mapplethorpe, Sheroanawe Hakihiiwe, Tadáskía (anteriormente conhecida como max wíllà morais) e Tonico Lemos Auad. Com cenografia de João Maria Gusmão Casa da Cultura da Comporta, Portugal Ato 1: 22 Junho – 25 Julho Ato 2: 29 Julho – 29 Agosto Horários de visitação Terça a Sexta: 11h – 14h e 16h – 21h Sábado e Domingo: 10h – 14h e 15h – 19h Fortes D’Aloia & Gabriel, Galeria Luisa Strina e Sé têm o prazer de anunciar O Canto do Bode, uma exposição colaborativa na Casa ... da Cultura da Comporta, em Portugal. São três galerias brasileiras de gerações distintas que se unem à iniciativas globais de construção de novos modelos de atuação diante de um contexto inédito no circuito das artes. As obras de 32 artistas representados pelas galerias, além de 4 artistas convidados, ocupam o antigo cinema da histórica Casa da Cultura, na Fundação Herdade da Comporta, que se converte numa galeria pop-up no verão europeu. A exposição que acontece em dois atos, é estruturada como uma peça de teatro, com arquitetura concebida pelo artista João Maria Gusmão, e uma narrativa que se desdobra simultaneamente na plateia, palco e bastidores. O título faz referência ao termo grego tragoedia [tragos ("bode") e oidé ("canto") e celebra a tradição brasileira de sacralização do profano e profanação do sagrado, desconstruindo a dicotomia entre o dionisíaco e o apolíneo. No proscênio, mirando a plateia, as baquetas penduradas da obra Slit IX (2019), de Alexandre da Cunha, definem o ritmo do primeiro ato, no pulso do erotismo. A obra inédita de Ernesto Neto, Umbigo Ventre Fruto Arte, 2021, também evoca ritmo e fertilidade. Sheroanawe Hakihiiwe incorpora desenho e cor à tradição oral da cultura Yanomami - El Alto Orinoco, Venezuela - sua cosmogonia e ancestralidade. A pintura de Edu de Barros remete à história dos afrescos e sua relação com a ascensão espiritual enquanto o universo pós simbólico de Jorge Queiroz se revela em sua pintura enigmática. No centro do palco, as obras de Daniel Fagus Kairoz e Cildo Meireles questionam momentos políticos infames na história brasileira. Em The Weeping White Man e Word (ambas 2020), o artista convidado Anderson Borba justapõe práticas da escultura modernista e de artistas autodidatas para tratar de temas atuais. As esculturas suspensas de Leonor Antunes usam materiais como o vime e latão criando uma coreografia visual enquanto as pinturas Depois da Tempestade de Rivane Neuenschwander (2021) sugerem novas topologias desenhadas com papel embebido pelas chuvas tropicais, passando para a natureza empírica na pintura luxuriante de Laguna Laguna. A reformulação de significados do mundo material permeia a exposição e também se reflete nas obras de Joao Loureiro, Manata Laudares e Pedro Victor Brandão. Explorando as relações entre o espaço interior e exterior, seja como lugar imaginário ou representativo, o segundo ato abre o palco com as obras históricas Narcissus (1959) e Caryatid (1961) de Kim Lim, que reconhecem o seu interesse por civilizações antigas enquanto ativam a tensão entre uma experiência ordenada e os ritmos dinâmicos das formas orgânicas. A prática pictórica e meditativa de Rebecca Sharp revela senários insólitos e surreais e Bandeirinha (2013) de Marcius Galan questiona as capacidades metafóricas no espaço e nossa relação com ele. O gesto abstrato confere materialidade à tensão psicológica, nas pinturas de Arnaldo de Melo e na tela de Janaina Tschäpe, enquanto Marujo (2020) de Marina Rheingantz sugere a reconstrução de uma memória. A representação da figura surge no trabalho da Panmela Castro que retoma a tradição do retrato em pinturas de seus contemporâneos dos circuitos das artes e do ativismo social assim como no retrato de Dalton Paula através de um processo de reinterpretação de identidades históricas e culturais da diáspora negra. O corpo aparece como esculturas clássicas nas fotografias de bailarinos de Robert Mapplethorpe e como um desenho inusitado em três dimensões na escultura do torso tatuado de Joao Maria Gusmão. Nos trabalhos de Mauro Restiffe e Juan Araujo, palimpsestos de narrativas da arquitetura e arte suspendem-se na história da própria imagem enquanto vestígios do estúdio e restos do mundo extemporâneo se articulam nas obras de Erika Verzutti e Fernanda Gomes. Na encenação de dois atos ao longo da exposição, diálogos e sinergias se estabelecem entre artistas de distintas gerações e percursos formais. O Canto do Bode reafirma assim seu enredo- a possibilidade de integração de vozes que, juntas propõem novas narrativas. Fundação Herdade da Comporta: aFundação Da Herdade Da Comporta tem como missão melhorar a vida das populações residentes na Herdade da Comporta, litoral alentejano nos arredores de Alcácer do Sal, a 1h30 de Lisboa. A Fundação renovou a histórica Casa da Cultura e, desde 2016, desenvolve o projeto Patrimônio Vivo, uma iniciativa para impulsionar as atividades culturais e turísticas que buscam integrar e beneficiar a comunidade local. Fortes D’Aloia e Gabriel: Fundada em 2001, Fortes D’Aloia & Gabriel é referência pela força e qualidade da arte contemporânea brasileira no cenário internacional. Em agosto, comemora seu 20º aniversário. A galeria representa 40 artistas por meio de uma programação dinâmica e diversificada, com uma média de 15 exposições por ano, lançamentos de livros, workshops infantis, projeções e palestras com especialistas na área. Participa das feiras de arte mais importantes do mundo e apoia regularmente publicações e exposições institucionais. Fundada em 2001 por Márcia Fortes e Alessandra D’Aloia como Galeria Fortes Vilaça, teve seu nome alterado em 2016 quando Alexandre Gabriel, que até então havia atuado como Diretor Artístico, se tornou sócio. Atualmente, são duas salas de exposições com perfis distintos: Galpão em São Paulo e Carpintaria no Rio de Janeiro. Galeria Luisa Strina: em 2021 a Galeria Luisa Strina completa 47 anos de atividade. Luisa Strina começou como marchande em 1970 e abriu sua galeria em 1974. Durante a década de 1970, Strina introduziu no mercado diversos expoentes do que mais tarde se chamaria Geração 70, como Cildo Meireles, Tunga, Waltercio Caldas e Antonio Dias. Sua galeria foi a primeira latino-americana convidada a participar da feira de arte de Basel, em 1992. Na década de 1990 começou a trabalhar com artistas brasileiros que posteriormente desenvolveriam carreira internacional, como Alexandre da Cunha, Fernanda Gomes, Marcius Galan e Marepe. Na década de 2000, a galeria voltou sua atenção para jovens artistas latino-americanos como Mateo Lopez, Gabriel Sierra, Jorge Macchi, Pedro Reyes e Carlos Garaicoa, bem como para uma nova geração de brasileiros, como Renata Lucas, Laura Lima, Jarbas Lopes e a portuguesa Leonor Antunes. Na última década, a Galeria Luisa Strina coroou sua longa trajetória trazendo para a galeria nomes como Anna Maria Maiolino, Lygia Pape, Alfredo Jaar e Robert Rauschenberg. Sé Galeria: em 2011, a artista e curadora Maria Montero fundou a Phosphorus. Situado em um contexto histórico, na primeira rua da cidade de São Paulo, foi um espaço dedicado à experimentação artística e residências. Em 2014, após um programa contínuo de exposições e mais de vinte residências, Montero fundou a galeria Sé no mesmo edifício. Após 6 anos no centro de São Paulo, a Sé mudou sua sede para a casa 2 da Vila Modernista de Flávio de Carvalho, no bairro dos Jardins. Sé representa 19 artistas brasileiros, com sólida trajetória institucional ou acadêmica, a maioria deles iniciou seu diálogo com o mercado de arte por meio da galeria. A Sé ganhou vida em um momento de revisão do modus operandi da arte contemporânea, trabalhando em colaboração e parceria com os artistas representados, privilegiando o acompanhamento crítico e a realização de projetos institucionais, com foco na formação de novos públicos para artistas e obras que expressam uma visão conceitual e baseada em pesquisa da arte contemporânea.

 

 

Entrada actualizada el el 10 jun de 2021

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