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O PRAZER DO OLHAR
Evento finalizado
10
ene 2018
02
feb 2018

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Cuándo: 10 ene de 2018 - 02 feb de 2018
Inauguración: 10 ene de 2018
Dónde: Arte Plural / Rua da Moeda, 140 / Recife, Pernambuco, Brasil
Organizada por: Arte Plural
Artistas participantes: Conchita Brennand
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Publicada el 26 ene de 2018      Vista 24 veces

Descripción de la Exposición

Toda arte nos leva ao prazer. Mesmo que, por exemplo, o horror contido em “Guernica” de Picasso, o desespero de “O Grito” de Munch ou a loucura da “Nau dos Insensatos” de Bosch, possíveis de nos trazer incômodos impactos, depois de vistos atenciosamente nos conduz ao prazer. O olhar faz primeiramente nos localizar diante do que se vê e identificar o que é visto. Por outro lado, o que sentiram Picasso, Munch e Bosch quando realizaram as citadas obras? Prazer ou estranheza? Creio que as duas coisas. Pergunto ainda: e as paisagens de Monet, Van Gogh, Turner ou Pancetti? Puro prazer e pura dor: prazer de alcançar a beleza, e estranheza de arrancar de si aquela nova “coisa” que conviverá com os homens. Para o artista verdadeiro criação é como um parto: um misto de dor e prazer. Essas ideias me ocorrem diante da arte de Conchita Brennand que apresento para o público da Arte Plural Galeria. Trata-se de uma artista que cria suas maravilhas encantadas pelos mistérios das matas da Várzea há mais de cinco décadas. Irmã de Francisco Brennand, um dos mais importantes artistas do Brasil, e talvez por isso mesmo, ela não é devidamente conhecida como a artista dona de talento e imaginação criativa como poucos. Embora sendo esta grande senhora pessoa muito conhecida em minha geração, vim conhecê-la recentemente e me surpreender ao ver pela primeira vez sua arte. É claro que Conchita participa desde sempre do mesmo mundo que Francisco, da mesma história repleta de símbolos e miragens que seu irmão mais velho, do ambiente tropical das matas da Várzea e do Capibaribe donde existem lagos, açudes e aguadas, dos animais, pássaros especialmente, entre solos argilosos, troncos e galhos, folhas e frutos. O espírito da mata se revela em tudo, nas figuras sensuais, nos animais fantásticos e na flora, das raízes às folhas, que se constitui em tramas, malhas e tecidos que envolvem seus tantos corações abertos para o mundo. Eis aí o ambiente que sugere o paraíso morno e eivado das cores extremas com que Conchita articula sua poética desenhada no seu mundo exótico, e concebe suas composições às vezes orgânicas, às vezes racionais, mas sempre incomuns.

Actualizado

el 26 ene de 2018