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Side by Side
Evento finalizado
01
sep 2018
25
nov 2018

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Publicada el 09 oct de 2018      Vista 15 veces

Descripción de la Exposición

Mais do que ser a formalização de uma exposição (mais do que formalizar enquanto exposição), Side by Side, projeto que Ann Hamilton concebeu, no âmbito da Contextile 2018 - Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, para e a partir da Cidade de Guimarães, propõe e opera uma deslocação física e mental no tempo e no espaço. O projeto, que se estende por quatro lugares simbólicos de Guimarães – o Mercado, a Plataforma das Artes, sítio do antigo mercado, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Sociedade Martins Sarmento – institui-se, em primeira instância, como um desenho à escala da Cidade, cujo fôlego traz consigo a potência de atravessar o tempo, através da reativação da memória do passado no presente, e de transportar-nos à origem mesma, ao ponto de cisão que conduziu a uma nova forma de ver e viver o mundo, a chegada de um tempo que é caracterizado pelo desencontro e o esquecimento: forma e função, interior e exterior, tempo e lugar, passado e presente, infância e idade adulta, corpo e espírito, terra e mesa, objeto e imagem, canto e memória, silêncio e palavra, homem e animal. Side by Side fala-nos sobretudo de resistência (enquanto forma de existir) – uma voz interior, anónima, que transportamos, consciente ou inconscientemente, connosco. Essa voz é uma vocação, um modo de fazer ou de dizer, que herdámos (em palavras e em gestos). É um imperativo ético que se declina e que toma existência estética quando colocado no mundo, o espaço em que coincidimos e que partilhamos com os outros seres (humanos, animais, vegetais, minerais). É dessa existência estética que nos fala Ann Hamilton, na sua obra em geral e nesta ampla intervenção em particular. Um gesto, um objeto, uma palavra, um nome, uma imagem, estabelecem uma ligação, espoletam afetos, memórias, novos modos de ver e de conceber. Neste projeto, a artista faz conviver aquilo que potencialmente nos é mais familiar com algumas coisas que nos são estranhas. Qual a diferença entre o mercado e o museu? Entre homem e animal? Vida e morte? Na interseção de dois planos, na definição da existência simultaneamente como limite e como expansão, é na pele que a artista definiu o foco desta instalação – a pele como primeira roupagem, como membrana que separa e une interior e exterior, a pele que cria o contacto e que inventa a sensibilidade, a primeira e mais ancestral forma de inteligência, contemporânea do som mas anterior à palavra. Na sua imensa generosidade, a instalação de Ann Hamilton supera o espaço físico (existe em expansão para além dos limites físicos da instituição), reinventa o espaço simbólico do museu e do mercado (sacraliza o mercado, laiciza o museu), desloca o eixo de percepção dos objetos atribuindo-lhes um valor de troca em detrimento de uma valoração estética, propõe reaprender a ver, através do toque, do som, do olfato, da imaginação.

Actualizado

el 09 oct de 2018

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