Enseña tus OBRAS en ARTEINFORMADO. ¡Cada día, más personas las miran!
Kiluanji Kia Henda, “Bullet Proof Glass” – Mappa Mundi (Caprera Island), 2019; Cortesia do artista
03
nov 2020
10
ene 2021

Compártelo

Cuándo: 03 nov de 2020 - 10 ene de 2021
Inauguración: 03 nov de 2020
Horario: de martes a domingo de 14:30 a 19:00 h.
Dónde: Galeria Av. da Índia / Avenida da Índia, 170 / Lisboa, Portugal
Comisariada por: Luigi Fassi
Organizada por: Galerias Municipais - Cámara Municipal de Lisboa - EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural
Artistas participantes: Kiluanji Kia Henda
Enlaces oficiales Web 
Etiquetas:
Eventos relacionados: Lisbon Art Weekend '20
Publicada el 26 oct de 2020      Vista 10 veces

Descripción de la Exposición

As Galerias Municipais têm o prazer de apresentar Something Happened on the Way to Heaven, primeira grande exposição individual dedicada a Kiluanji Kia Henda (Luanda, Angola, 1979), um dos mais relevantes artistas e ativistas de origem africana no panorama da arte contemporânea. Something Happened on the Way to Heaven apresenta uma série de esculturas e instalações criadas especialmente por Kiluanji Kia Henda enquanto artista em residência na Fundação LUMA em Arles, França, e no Museu MAN em Nuoro, Sardenha (com o apoio da Sardegna Film Commission), às quais se associam trabalhos fotográficos anteriores. Nas novas peças do artista, a beleza idílica da paisagem mediterrânica contrasta com os traços arquitetónicos da Guerra Fria e com a história contemporânea dessa região entre a África e a Europa como lugar de migração e injustiça social. Something Happened on the Way to Heaven é formulada como uma observação sobre o mundo mediterrânico com duplo sentido – um idílio aparentemente paradisíaco que revela a presença do seu oposto. Com efeito, as obras de Kiluanji Kia Henda evidenciam a dialética contraditória entre um esplendor natural dotado de traços idealizados e um obscuro reverso de ameaças históricas e atuais. O primeiro elemento dialético é, evidentemente, a beleza. Representada pela natureza mediterrânica e pela idealização do mar e da costa, esta beleza tornou-se uma mercadoria massificada pelo turismo contemporâneo. O segundo elemento é representado pelos vestígios da Guerra Fria e pela imagem inquietante do Mediterrâneo nos dias de hoje, já não visto como uma ponte entre mundos, línguas e culturas diferentes, mas como uma miragem da esperança de uma nova vida que leva à morte milhares de pessoas que tentam atravessar o mar para o conseguir. Este território entre a África e a Europa é, assim, interpretado no seu contraste discordante entre a beleza das suas paisagens costeiras e o drama contemporâneo do Mediterrâneo, considerado um lugar de conflito e de bloqueio, a fronteira de uma Europa que se fecha atrás de uma cortina de barreiras jurídicas e físicas cada vez mais rígidas. O tema do movimento e da migração é evocado através de imagens zoomórficas como os flamingos, que têm um estilo de vida nómada e sem regras sazonais rigorosas. Aqui, eles simbolizam a migração como um fenómeno livre, imprevisível e universal. O Mediterrâneo e os territórios subsarianos estão, assim, ligados entre si como geografias instáveis e em constante mudança, testemunhando as transformações recentes e futuras que afetam os respetivos continentes da Europa e de África. – Luigi Fassi, curador

Actualizado

el 26 oct de 2020