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Chris Apovian. Transições RJ-SP
08
feb 2020
06
mar 2020

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Cuándo: 08 feb de 2020 - 06 mar de 2020
Inauguración: 08 feb de 2020 / 16:00
Precio: Entrada gratuita
Dónde: Andrea Rehder Arte Contemporânea / Av. Brasil, 2079 / São Paulo, Sao Paulo, Brasil
Organizada por: Andrea Rehder Arte Contemporânea
Artistas participantes: Chris Apovian
Publicada el 13 feb de 2020      Vista 3 veces

Descripción de la Exposición

Fragmentos de pessoas emergindo pela neblina, luzes projetando formas humanas, tensões inter-humanas apertadas em cores e linhas. Imagens que saem do inconsciente em atritos da matéria e da cor, a minha vivência paulistana traz à experiência do corpo humano uma reflexão sobre o que há dentro da mente e toda a neblina vivida nos invernos chuvosos e com direito às manhãs de orvalho congelado na cidade de São Paulo. Esse clima paulistano não existe mais hoje, assim como não vivo mais em Sampa. Aquela sensação de sentir algo no ar ao estar com avós que imigraram fugindo de um genocídio talvez seja uma das motivações inconscientes que me levaram a trabalhar dando asas a melancolias e desolações. Contudo, o mundo da década de noventa era recheado de neblinas, as mulheres ainda não sabiam bem quais os seus direitos, quais seus potenciais de ação no mundo... Famílias inteiras que trabalhavam na lavoura e que hoje vivem nas grandes cidades e tem filhos na universidade. Pendurar quadros do final da década de noventa na parede de uma galeria me faz pensar em como e quanto o mundo mudou de lá pra cá! Genocídios podem voltar a acontecer, trabalho abusivo pode voltar a acontecer, só que de um novo ângulo de consciência humana. Traços expressionistas revelam tensões, angústias, sentimentos e valorizam o inconsciente desde o surgimento do expressionismo na década de 10 e a ligação do expressionismo com a consciência do ser político fizeram da arte um grande palanque de ideias e artistas voltados para o pensamento político. Como ser um artista e não cair na tentação de trabalhar diretamente ou indiretamente para partidos políticos? Só o aumento da consciência pode responder essa pergunta. Espinosa em seu livro Ética nos dá o norte de que o afeto, seja pelo verbo afetar-se, ou pelo substantivo, é que deve direcionar o sujeito e foi aí que eu me vi dias antes da inauguração da 26O Bienal que tinha o tema “Como viver junto” no meio de inúmeros artistas montando seus trabalhos que na maioria das vezes tratava da representação da pobreza, seja na escolha de materiais como papelão, jornal, arame farpado, como na narrativa de seus trabalhos. Foi aí que eu me decidi ir debaixo dos viadutos no entorno do Parque Ibirapuera conversar com moradores de rua e perguntar se eles topavam fazer uma parceria comigo e a gente fazer uma performance juntos. O resultado foi a expulsão de todos os moradores de rua deste recinto sagrado que celebrava as diferenças sob o tema “Como viver junto”. Qual o papel do feminino no mundo? Qual o papel da arte no mundo? O que se pede hoje é ter ações que aumentem a consciência disso. Eu digo: a consciência maior de que dividimos este planeta com todos os seres que aqui vivem, as plantas, as pedras, os animais, todas as culturas da espécie humana, a consideração de que a vida em outros planetas nos deixe com um tamanho reduzido em relação ao antropocentrismo que vivemos até então. Como é que podemos entrar na era da Inteligência Artificial sem a consciência de nosso real papel no mundo? Não somos só nós seres humanos que temos cultura. Já sabemos bem que os animais também têm suas culturas e eis que eles penetram no nosso mundo! Bem-vinda, nossa amiga bonobo! Transições RJ-SP por Chris Apovian 08/02 - 06/03 , 08/02/2020

Actualizado

el 13 feb de 2020