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Valongo Festival Internacional da Imagem 2019
Evento finalizado
08
nov 2019
10
nov 2019

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Cuándo: 08 nov de 2019 - 10 nov de 2019
Inauguración: 08 nov de 2019
Dónde: Valongo Festival Internacional da Imagem / Rua Tuiuti, 26 / Santos, Sao Paulo, Brasil
Comisariada por: Diane Lima
Organizada por: Valongo Festival Internacional da Imagem
Enlaces oficiales Web 
Publicada el 02 nov de 2019      Vista 42 veces

Descripción de la Exposición

O Valongo Festival Internacional da Imagem foi criado em 2016 com o objetivo de investigar as diferentes formas de concepção e produção de narrativas visuais que compõem o debate contemporâneo. A partir da realização de atividades diversas – que incluem exposições, palestras, oficinas e shows –, o Valongo Festival pretende, ainda, desafiar a compreensão a respeito do próprio campo da arte, ao abrir espaço para a experimentação e pesquisa. Realizado desde sua primeira edição no bairro histórico do Valongo, na cidade de Santos, o Festival busca construir espaços e estabelecer relações a partir das potencialidades do cenário local, criando modos alternativos de ver, pensar e produzir imagens, ao mesmo tempo que propõe a reavaliação da própria noção de território. Em 2019, o Valongo Festival será realizado nos dias 8, 9 e 10 de novembro, em Santos, São Paulo. Todas as atividades são gratuitas. 2019 O MELHOR DA VIAGEM É A DEMORA O Valongo Festival Internacional da Imagem 2019 investiga o potencial visionário das imagens criadas a partir do nosso conhecimento incorporado e comum. Foi como um conselho de despedida que ouvi pela primeira vez da irmã da minha mãe, minha madrinha Darlúcia, que “O melhor da viagem é a demora”. O ensinamento a ser decodificado na jornada que eu teria pela frente, carregava como principal segredo o fato de que a única maneira de entendê-lo seria na experiência vivida: como todo provérbio, só se compreende o que foi dito performando e vivendo e só se pode dizê-lo, o tendo atravessado e aprendido. Partindo rumo a esse desconhecido, fui aos poucos me dando conta de que as palavras proferidas, devido à sua força simultaneamente ancestral e circunstancial, estavam sendo acionadas para transmitir o conhecimento incorporado e comum salvaguardado ao longo de muitos anos, na minha própria família. Essa força de evocação coletiva se dá tanto pela transmissão temporal, ao atravessar gerações, quanto pela experiência espacial, por meio dos nossos deslocamentos e encontros com as coisas e pessoas no aqui-agora. A partir dos estudos de Tiganá Santana sobre a tradução de sentenças em linguagem proverbial com o pensamento bantu-kongo de Bunseki Fu-Kiau, e dos entendimentos sobre as Performances da Oralitura da Professora Leda Maria Martins, passei a compreender esse dizer carregado de ritmo e poesia como uma palavra-frequência: as ondas e radiações impregnadas no ato de proferir revelam uma cosmologia que, através do preceito nele contido, reafirmam a crença no seu efetivo poder de realização. De modo que a experiência manifesta na linguagem só poderá ser realizada e decodificada por aquelxs que compartilham certa forma de ser e viver culturalmente: segundo Fu-Kiau, o entendimento é possível apenas para aquelxs que podem “experimentar e sentir a beleza da radiação [n’niènzi a minienie].” Agora quase um ano depois, posso dizer que o que essa língua me trouxe, além do entendimento de que é preciso ficar sem respostas, foi um conjunto de reflexões que refere-se tanto ao título do Valongo Festival Internacional da Imagem 2019, quanto à sua encruzilhada conceitual: conhecimento incorporado e comum, múltiplas dimensões temporais, deslocamento como coreografia e exercícios de linguagem. Levando em consideração a busca por nos livrarmos de uma geografia mental colonial através das práticas artísticas, questionar sobre como nos desorientamos dando contorno aos movimentos e como imaginar formas de ver e conceber o mundo que ainda não estão disponíveis historicamente para nós. É possível tencionar a criação de desvios nas normas das linguagens de modo a encontrar formas dissidentes de expressão? Se a demora começa de onde a gente está, se a demora é sobre o que você deixa, se é na demora que a gente conhece e se reconhece, se ela é a primeira pessoa e o sendo em si, é assentada na viagem que reside o potencial visionário das imagens capazes de performar nossas múltiplas formas de ser. Partindo de uma mensagem que fala de si e a partir de si, e entendendo que é na vivência e na memória coletiva que se centra a legitimidade do nosso título, o convite que fazemos é para vermos e vivenciarmos, nessa comunidade temporária que é o Valongo, os conhecimentos incorporados em nossas presenças, pois é só através de um estado consciente na duração do tempo que o nosso pensamento é livre. É preciso viver para tornar-se, é preciso deslocar-se para ver. Diane Lima Curadora Valongo Festival 2019

Actualizado

el 02 nov de 2019
El 01 dic de 2021
Presentación Online.

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