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Rubem Valentim

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Publicada el 03 jun de 2014      Vista 355 veces

Descripción del Artista

Rubem Valentim é um dos principais nomes da arte afro-brasileira contemporânea. Em sua obra figuram os anseios estéticos da mestiçagem de parte expressiva da população do país. De família pobre e sangue mulato, sua relação com a arte veio, conforme a fala do próprio artista, pela descoberta da cor num pedaço de vidro, quando tinha cerca de cinco anos. “Não sei que fim levou meu caco de vidro azul, mas o tenho até hoje no meu coração”, escreveu ele, em 1967. Formado em Odontologia e Jornalismo, Valentim iniciou-se na pintura como autodidata nos anos 40. Aos 9 anos de idade já fazia os próprios presépios com papelão e tinta. Sobre a experiência infantil relatou certa vez: “Mundo poético, popular, de cor e riqueza imaginativa, que ficou em mim e influenciou profundamente a minha arte”. Em 1954, Valentim realiza sua primeira exposição individual, posteriormente participa de várias bienais e exposições por todo o país. Talentoso, ganha muitos prêmios ao longo da vida, especialmente a partir de 1955. Em 1957 o artista muda-se para o Rio de Janeiro, mais tarde, em 1962, durante o Salão Nacional de Arte Moderna, ganha o prêmio viagem ao estrangeiro. No ano seguinte, em Roma, na Itália, desfrutando da conquista fluminense, participa da XXXI Bienal de Veneza. Ainda na Europa estuda arte negra e vai à África. Em 1966, participa do I Festival de Arte Negra de Dacar. A figuração geométrica que marcará sua obra surge entre os anos 55 e 56, quando o artista inspira-se na cultura popular afro-brasileira, sobretudo o Candomblé, transformando em “linguagem visual o mundo encantado, mágico” que fluía dentro de si. Sua geometria é encantada, elevada e espiritual. Pela ordenação geométrica ele busca o misticismo, a alma brasileira, o que nos constitui como povo. EMBLEMA DE SÃO PAULO: SÍMBOLO DA CULTURA MULATA Em 1985, Rubem Valentim realiza uma escultura na Praça da Sé, em São Paulo. Com 8,5m de altura e feita em concreto aparente. A escultura monocromática que aponta para o céu divide espaço com obras de outros artistas, com a Catedral da Sé e o Palácio da Justiça. No misticismo do candomblé, Xangô é o orixá da justiça que possui um machado com lâminas duplas. Este machado e outros símbolos dos orixás são recorrentes em suas obras. A escultura é como um totem, ponto de referência, obra para todos que por ali passam. Ao valorizar a matriz africana presente no candomblé e traduzi-la numa composição escultórica pública, Valentim nos convida a perguntar sobre nossas origens como povo. A arte foi sua forma de resposta e o que fez foi lutar com “todas as forças para ser mais humano e mais tolerante nesta época de insólita violência”. A obra de Valentim é muito vasta, e há poucos trabalhos seus ao ar livre, o que torna esta escultura uma preciosidade que deve ser preservada pela população afro-descente como parte do patrimônio cultural da diversidade artística paulistana. Lembrar de Valentim é evocar sua ética, poética e política expressiva. Sua interpretação original das raízes africanas e indígenas do Brasil lhe permitiu fazer uma arte rica de simbolismo, e que tornou a geometria algo mágico. Ele entendeu a idéia de nação não como controle territorial, econômico e político, mas como uma unidade integrada de respeito e humanização das diferenças ressaltando a especial contribuição de negros e índios para construir o país que temos. É na escultura da Praça da Sé que esse ideal é conquistado. Ideal que é a síntese da própria cidade: mestiça, cosmopolita e multicultural. PARA LER Rubem Valentim: artista da luz (catálogo de exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo) Organização: Wagner Barja e Bené Fonteles Editora: Imprensa Oficial São Paulo, 2001 5 mestres brasileiros: pintores construtivistas, Tarsila, Volpi, Dacosta, Ferrari, Valentim. Texto: Roberto Pontual Organização: Ladi Biezus Editora Kosmos Rio de Janeiro, 1977 PARA ASSISTIR Rubem Valentim: geometria sagrada Gênero: Documentário Direção: Cacá Vicalvi Realização/Produção: Rede Sesc/Senac de Televisão São Paulo, 2001 ACERVOS COM OBRAS DO ARTISTA Coleção Gilberto Chateaubriand (MAM/RJ) Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA) Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/ RJ) Pinacoteca do Estado de São Paulo Alexandre Bispo é cientista social e mestrando em antropologia social, ambos pela USP, curador e crítico de arte.

Actualizado

el 20 may de 2019

Exposiciones en las que ha participado como artista

Rubem Valentim
08 jun de 2019 - 03 ago de 2019

Rubem Valentim

Mendes Wood DM - Brussels / Brussels, Brussels Hoofdstedelijk Gewest, Bélgica

Rubem Valentim, Emblema 34, 1973
27 feb de 2019 - 26 mar de 2019

Rubem Valentim

Mendes Wood DM - New York / Nueva York, New York, Estados Unidos

Rubem Valentim
24 nov de 2018 - 31 ene de 2019

Rubem Valentim

Mendes Wood / São Paulo, Sao Paulo, Brasil


A cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também
Vigente
Desde 07 may de 2019

A cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também

Museu Afro Brasil / São Paulo, Sao Paulo, Brasil

Tarsila do Amaral, Terra, 1943, oil on canvas, 24 × 31 1/2 inches
Vigente
30 abr de 2019 - 22 jun de 2019

Visions of Brazil: Reimagining Modernity from Tarsila to Sonia

Blum & Poe / Los Angeles, California, Estados Unidos

René Magritte, 'Les merveilles de la nature (The Wonders of Nature)', 1953, MCA Chicago
Vigente
05 abr de 2019 - 30 dic de 2019

Acervo em transformação: Museum of contemporary Art Chicago no MASP

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP / São Paulo, Sao Paulo, Brasil


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